PRÉMIO DE CINEMA para FILMES SOBRE ARTE - PORTUGAL 2013

FILM AWARD for FILMS ON ART - PORTUGAL 2013

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FILMS ON ART

PARABENS - CONGRATULATIONS
to the winner of the
Temps D'Images Prémios de Cinema para
FILMES SOBRE ARTE 2013
!

This year we would have needed 34 awards... but we can give only five distinctions. However, the festival would like to thank all film directors for their beautiful works. Hope to see you next year again!

And here are the winning films:

 

JURY 2013:

LUÍS ALVES DE MATOS, ANA MARGARIDA MAGALHÃES, ANA ZAGALO, CARLOTA CALDEIRA, DIOGO CORDEIRO, JOANA FRADES, PEDRO GONÇALVES

 

PARABENS - CONGRATULATIONS TO:

TEMPS D'IMAGES PRÉMIO DE CINEMA para FILMES SOBRE ARTE - o melhor filme (2000 €)
STEEL GATES (ERKATE DARPASNER) de ARMEN KHACHATRAYAN
(Armenia 2010)


TEMPS D'IMAGES PRÉMIO DE CINEMA para FILMES SOBRE ARTE - o melhor filme Português
(1500 €)
ENXOVAL de PEDRO MACEDO (Portugal 2010)


TEMPS D'IMAGES PRÉMIO DE CINEMA para o filme que reflicta a importância das artes na sociedade da forma mais original (1500 €)
WHERE THE CONDORS FLY de CARLOS KLEIN (Chile/Alemanha/Suiça 2012)


TEMPS D'IMAGES PRÉMIO DE CINEMA para FILMES SOBRE ARTE - Menção Honrosa
GLAUSER de CHRISTOPH KÜHN (Suiça 2011)


TEMPS D'IMAGES PRÉMIO DE CINEMA para FILMES SOBRE ARTE - Menção Honrosa
DUANE MICHALS - THE MAN WHO INVENTED HIMSELF
de CAMILLE GUICHARD (França 2012)

 

 

flms on art 2013

Sexta-feira
22 NOV 20h00
ABERTURA

Sukuts

O ENCONTRO / THE RENDEZ-VOUS
de RITA CALDEIRA
Portugal 2011, 29’

“Ser solitário não é necessariamente sofrimento,
Porque há encontro dentro de nós,
Na mais íntima construção da fortaleza
Que vence o tremor de flores delicadas
Que, qual verme, por vezes nos assalta de incredulidade.
Ser solitário é sobretudo estar predisposto,
Preparado para não mais o ser,
E de novo voltar a si próprio e à auto-companhia
Quando os ventos dos rostos e dos mundos
Devolvem a acidez onde só a ermida dela nos protege...”

“Loneliness is not necessarily suffering,
Because we can meet in ourselves,
Inside the most intimate fortress,
Which overcomes the tremble of delicate flowers
That sometimes assails us in disbelief
Loneliness is above all being predisposed
Prepared for no longer to be
And again, come back to himself and to self-company
When the winds of the faces and worlds
Return the acidity only the hermitage can protect us from...”


Realização Direction RITA CALDEIRA | Montagem Editing RITA CALDEIRA | Som Sound RITA CALDEIRA | Música Music FERNANDO GUILHERME AZEVEDO | Producão Production RITA CALDEIRA

Holger Hiller

A BARREL OF LAUGH - 25 YEARS OF TAMBOURS DU BRONX
de ARNAUD LALANNE
França 2012, 53’

UM BARRIL DE RISOS
25 ANOS DE TAMBOURS DU BRONX

A partir de um grupo de fãs numa pequena cidade francesa até aos 100 000 fãs metálicos no Rock in Rio em 2012, este filme conta a inacreditável história de sucesso dos Tamboures du Bronx.
Estes filhos e netos de trabalhadores ferroviários que foram martelando barris durante 25 anos e já tocaram com os maiores: Sepultura, Mathieu Kassovitz, Didier Wampas ...
Definitivamente não convencionais, atingindo por vezes a musicalidade, já levaram este espectáculo único e poderoso a todas as partes do mundo.

From a couple of fans in a small french town until 100 000 metal fans at Rock in Rio in 2012, this movie tells the Tambours of the Bronx’s incredible success story.
These railway workers’ sons and grand-sons have been smashing barrels for 25 years and played with the greatest: Sepultura, Mathieu Kassovitz, Didier Wampas...
Definitely not conventional, sometimes musicians, they have been casually carrying this unique and powerful show all around the world.

Realização Direction ARNAUD LALANNE | Fotografia Cinematography ARNAUD LALANNE | Montagem Editing SÉBASTIEN DESCOINS | Música Music TAMBOURS DU BRONX, DIDIER WAMPAS, SEPULTURA, RANCID | Producão Production SERGE HOUOT

Sexta-feira
22 NOV 22h00
 

MADE YOU LOOK
de SIGAL YONA
Israel 2012, 14’

FAZER-TE OLHAR

Dede pinta obras imensas em muros e cercas; Natalie produz flores e insetos a partir de peças de carros antigos e cabos elétricos em ruas esquecidas.
“Made you look” descreve um encontro entre aqueles que optam por criar nas ruas.

Dede paints immense works on walls and fences; Natalie produces flowers and insects from parts of old cars and sprouts electrical wires at remote street corners.
“Made you Look” depicts an encounter between those who choose to create in the streets.


Realização Direction SIGAL YONA | Fotografia Cinematography MATAN BALALTY | Montagem Editing DEKEL NITZAN | Som Sound ERAN REGEV | Música Music PATRICK CHARTOL, CLAIRE MICHAEL, JEAN-MICHEL VALLET/STREAM | Producão Production SIGAL YONA

looking glass

WHERE THE CONDORS FLY
de CARLOS KLEIN
Chile/Alemanha/Suiça 2012, 90’

PARA ONDE VOAM OS CONDORES

O realizador chileno Carlos Klein acompanha o realizador russo Victor Kossakovsky durante as filmagens de seu último filme. Na Patagônia, no Lago Baikal e em Xangai, Victor Kossakovsky explora as relações singulares entre os lugares e as pessoas em lados opostos do mundo. Carlos Klein documenta a realização deste ambicioso filme de uma maneira muito pessoal, impulsionada pela sua própria busca interior de imagens que ainda têm impacto sobre nós. Enquanto isso, revela a atitude ambigua em relação ao cinema de Kossakovsky e de si próprio.

“Where the Condors Fly” é mais do que um making-of. É uma reflexão pessoal, crítica e profundamente bem-humorada sobre o cinema e suas possibilidades e limitações. Como uma matrioska, ele conta a história de um cineasta que faz um filme sobre outro cineasta que é ele próprio a fazer um filme.

Chilean film director Carlos Klein accompanies Russian filmmaker Victor Kossakovsky during the shooting of his latest film. In Patagonia, at Lake Baikal and in Shanghai, Victor Kossakovsky explores the singular relationships between places and people on opposite sides of the world. Carlos Klein documents the making of this ambitious film in a very personal way, driven by his own inner search for images that still have an impact on us. While doing so, he reveals his own and Kossakovsky‘s ambiguous attitude towards filmmaking.

“Where the Condors Fly” is more than a making-of. It‘s a personal, critical and deeply humorous reflection about filmmaking and its possibilities and limitations. Like a matrouchka doll, it tells the story of a filmmaker making a film about another filmmaker who is himself making a film.

Realização Direction CARLOS KLEIN | Fotografia Cinematography CARLOS KLEIN | Montagem Editing CARLOS KLEIN, BEATRICE BABIN, VADIM JENDREYKO | Som Sound MARIO DIAZ, PATRICK BECKER, RAFAEL HUERTA, HUANG XUN | Música Music DANIEL ALMADA, MARTIN KLINGEBERG, CARLOS KLEIN | Producão Production VADIM JENDREYKO | Distribução Distribution TASKOVSKI FILMS

Apoio | Kind support

Sabádo
23 NOV 18h00
 

muhai

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NOT IDEAS BUT IN THINGS - The composer ALVIN LUCIER
de VIOLA RUSCHE e HAUKE HARDER
Alemanha 2012 97’

O compositor ALVIN LUCIER

“Não me pergunte o que quero dizer, perguntam-me o que eu fiz.“ Inspirado por este lema, o documentário acompanha o compositor norte-americano Alvin Lucier (*1931) em concertos em Haia (Holanda) e Zug (Suíça). Os autores convidam Lucier a explicar e comentar a sua obra - desde as suas primeiras live performances eletrónicas (Music for Solo Performer, de 1965, e Bird and Pessoa Dyning, 1976) até a estreia da sua peça ensemble Panorama 2 em 2011.
Visitado na sua casa em Middletown (Connecticut), Lucier oferece perspectivas raras raros do início dos seus trabalhos, do seu tempo como membro da Sonic Arts Union, das suas relações com John Cage e David Tudor, bem como do seu trabalho como professor na Universidade de Wesleyan.
Uma das obras fundamentais de Lucier, I am Sitting in a Room (1970), é apresentada como um dispositivo central na estrutura do filme.
“No ideas but things” - frase do poeta americano William Carlos Williams é uma das citações favoritas de Lucier quando é questionado sobre sua atitude artística. Reflete-se também sobre a intenção dos cineastas em criarem um retrato de Lucier baseado principalmente no seu trabalho.

“Don’t ask me what I mean, ask me what I’ve made.” Inspired by this motto, the documentary accompanies the American composer Alvin Lucier (*1931) on concert travels to The Hague (Netherlands) and Zug (Switzerland).The authors invite Lucier to explain and comment on his oeuvre – from his early live electronics performances (Music for Solo Performer, 1965, and Bird and Person Dyning, 1976) up until the premiere of his ensemble piece Panorama 2 in 2011.
Visited at home in Middletown (Connecticut), Lucier offers rare insights into the beginnings of his pioneering works, his time as a member of the Sonic Arts Union, his relations with John Cage and David Tudor, as well as into his work as a teacher at Wesleyan University.
One of Lucier’s key works, I am Sitting in a Room (1970), is introduced as a central structuring device into the film.
NO IDEAS BUT IN THINGS – this line by the American poet William Carlos Williams is one of Lucier’s favorite quotes when he is asked about his artistic attitude. It also reflects the filmmakers’ intention to create a portrait of Lucier that is primarily based on his work.

Realização Direction VIOLA RUSCHE, HAUKE HARDER | Fotografia Cinematography MARTIN ZAWADZKI | Montagem Editing VIOLA RUSCHE | Som Sound HAUKE HARDER | Música Music ALVIN LUCIER | Producão Production VIOLA RUSCHE

Sabádo
23 NOV 20h00
 

letters

 

IMAGINARIO
de JEYMER GAMBOA
Costa Rica 2013, 7’

Com Imaginarium, queria abordar o tema da memória associada ao espaço público da cidade de Buenos Aires, filmando as esculturas e monumentos mais representativos ou aqueles que me impressionaram mais. Desta forma, a minha intenção era deixar questões em aberto sobre a representação de eventos históricos e figuras importantes, mitos e outras ficções, através de esculturas da cidade: O que é um monumento? Que representações constroem no nosso imaginário social? Que tipo de olhar olha para os monumentos e viaja através dos espaços onde eles são encontrados? que ligações visuais e rupturas existem entre um monumento e seu enquadramento em praças públicas, ruas e edifícios?

With Imaginarium, I wanted to address the subject of memory linked to the public space of the city of Buenos Aires, filming its most representative sculptures and monuments or those that struck me the most. In this way, my intention was to leave open questions regarding the representation of historic events and important figures, myths and other fictions, through the city’s sculptures: What is a monument? What representations do they construct in our social imaginary? What kind of gaze looks at the monuments and travels through the spaces where they are found? What visual links and breaks may be found between a monument and its surroundings in public squares, streets, and buildings?

Realização Direction JEYMER GAMBOA | Fotografia Cinematography JEYMER GAMBOA | Montagem Editing JEYMER GAMBOA | Som Sound JEYMER GAMBOA | Música Music JEYMER GAMBOA | Producão Production JEYMER GAMBOA

 

ALIENATION
de SILVIA CARPIZO
Espanha 2012, 4’

ALIENAÇÃO
Alienação é uma inovação estética única. Animação em 2D da pintura urbana do artista mural ESCIF.
A vida animada de personagens que lutam, não só para a destruição das paredes da sua existência, face a uma cidade que os contempla, mas especialmente para a demolição dos muros que delimitam o interior das suas cabeças, das suas ilusões.

Alienation is an unique aesthetic innovation. A 2D Animation of the urban painting from mural artist ESCIF.
The animated life of characters that fight to demolish the walls of their existence, are facing a city that contemplates them, specially those which delimit the interior of their heads, of their illusions.


Realização Direction SILVIA CARPIZO | Fotografia Cinematography SILVIA CARPIZO | Montagem Editing SILVIA CARPIZO, JOSE RIOS | Som Sound CARLOS GONZÁLVEZ BELÉN | Música Music CARLOS GONZÁLVEZ BELÉN | Producão Production DPTO. DIBUJO, FACULTAD DE BELLAS ARTES DE VALENCIA

LANDSCAPE
de CHIH-MING FAN
Taiwan 2012, 5’

PAISAGEM
“Esta é uma cena de tiro na primeira pessoa que todos os jogadores de jogos online estão familiarizados. Esta é uma cidade destruida, desolada e desabitada. Mediante a cena dos jogos on-line, o artista tenta apresentar a sensação do vazio após o jogo“.

This is a scene of first person shooter which all of online game players are familiar with. this is a broken city, desolate and uninhabited. By means of the online gaming scene, the artist is trying to present the feeling of emptiness after the game.

Realização Direction CHIH-MING FAN | Montagem Editing CHIH-MING FAN | Som Sound CHIH-MING FAN | Música Music CHIH-MING FAN | Producão Production CHIH-MING FAN

 

ESTÁTUA
de CARLOS SILVA e ANTÓNIO VALENTE
Portugal 2012, 5’

Madeira, paisagem, arte, a escultura está de volta ao seu meio natural.

Wood, landscape, art, the sculpture is back to its natural environment.

Realização Direction CARLOS SILVA, ANTÓNIO VALENTE | Fotografia Cinematography ANTÓNIO VALENTE | Montagem Editing CARLOS SILVA | Som Sound CARLOS SILVA | Música Music YASUKAZU AMEMIYA, IVO MALEC| Producão Production ANTÓNIO VALENTE

TERRAM - TERRA E MAR
de ANTÓNIO OSÓRIO e ANTÓNIO FONSECA e CARLOS SILVA
Portugal 2012 5’

Uma peça escultórica de Helena Homem de Melo, num percurso entre terra e mar.

A piece of sculpture of Helena Homem de Melo, in a distance between land and sea.

Realização Direction ANTÓNIO OSÓRIO, ANTÓNIO FONSECA, CARLOS SILVA | Fotografia Cinematography ANTÓNIO OSÓRIO, ANTÓNIO FONSECA, CARLOS SILVA| Montagem Editing CARLOS SILVA | Som Sound CARLOS SILVA | Producão Production ANTÓNIO VALENTE

ANTÓNIO OLE
de RUI SIMÕES
Portugal 2013, 77’

Nascido em Luanda em 1951, António Ole tornou-se um dos maiores artistas contemporâneos de Angola. Estudou cultura afro-americana e cinema na Califórnia, mas voltou à terra vermelha que o viu nascer para se inspirar na mesma, trabalhando sobre temas como a colonização, a fome e, especialmente, a capacidade humana de resistir. Começou por realizar documentários nos anos 70, como ‘Carnaval da Vitória’ ou ‘O Ritmo dos Ngola Ritmos’, mas a sua obra hoje assume diferentes formas além do cinema: pintura, escultura, fotografia, instalação, vídeo. Apesar de se ver “atrás da câmara, não do outro lado”, o artista acedeu a este retrato documental pelo realizador português Rui Simões. “Reconheço que ganhei experiências humanas e artísticas muito valiosas e tenho como que um dever ético de partilhar isso com as pessoas. É válido fazer um documentário. Porque não?”

Born in Luanda in 1951, António Ole became one of the most known contemporary artists of Angola. He studied afro-american culture and cinema in California but returned to the “red earth” of his land of birth to get inspired by it, working on themes such as colonization, hunger and specially on the human capacity for resistance. In the 70ths he started making documentaries, for example “Carnaval d Vitória” or “O Ritmo dos Ngola Ritmos”, yet his today work takes to other forms beside film: painting, sculptur, photography, installations, video. Beside himself seeing as “being behind the camera but not on the other side”, the artist agreed to this documentary portrait by the portuguese filmmaker Rui Simões. “I agree that I have gained human and artistically very precious experiences, ethically I should share this with the people. It is worth to make a documentary. Why not?”


Realização Direction RUI SIMÕES | Fotografia Cinematography MARTA PESSOA | Montagem Editing FRANCISCO COSTA | Som Sound PAULO CERVEIRA | Música Music VICTOR GAMA| Producão Production JACINTA BARROS, RUI SIMÕES

Sabádo
23 NOV 22h00
 

LAS VARIACIONES GUERNICA
de GUILLERMO G. PEYDRÓ
Espanha 2012, 26’

“Guernica” de Picasso é a imagem de um ataque desproporcional contra civis desarmados para desmoralizar e subjugar toda uma população. Mudou as “regras” da guerra tradicional e abriu um novo cenário: matar civis tornou-se prioridade para quem estabelece objetivos políticos, desde diferentes ideologias, inimigos externos ou internos, ou mesmo governos. Uma leitura actual da pintura tem que considerar: a intuição de Picasso ao adivinhar que esta acção, este ponto de viragem, marcou o início do terror, ainda hoje utilizado contra os civis.

Picasso’s “Guernica” is the image of a disproportionate attack on unarmed civilians to demoralize and subjugate a whole population. This changed the “rules” of the traditional war and opened a new scenario: targeting civilians became a priority to anyone looking for political aims, from every ideology, external or internal enemies, or even the governments. A reading of the painting from the present must take this into consideration: Picasso’s intuition to guess in that action a turning point that ushered in today’s use of terror against the civilians.


Realização Direction GUILLERMO G. PEYDRÓ | Fotografia Cinematography GUILLERMO G. PEYDRÓ | Montagem Editing GUILLERMO G. PEYDRÓ | Música Music SAMUEL ANDREYEV | Producão Production GUILLERMO G. PEYDRÓ

SILENT VISITORS
de YEROEN VAN DER STOCK
Bélgica 2012, 65’

VISITANTES SILENCIOSOS

Nas últimas décadas o Japão tem sido fortemente confrontado com uma variedade de locais abandonados. Estas ‘ruínas contemporâneas‘, ou ’Haikyo’, como são geralmente referidas, podem ser resultado da crise económica japonesa, êxodos rurais, ou, mais recentemente, o terramoto de Tohoku provocando o devastador tsunami que, por sua vez induziu o desastre nuclear de Fukushima Daiichi.

Em ‘Visitantes silenciosos’ retrato as pessoas apaixonados por Haikyo. As suas visitas a estas ruínas contemporâneas revelam algumas partes das suas personalidades únicas e ao mesmo tempo fazem brilhar uma luz suave na sociedade japonesa pós-tsunami. É minha ambição com este filme incentivar os espectadores a refletir sobre a vida na sociedade moderna e provocar uma reflexão sobre questões como a força da natureza, transitoriedade e decadência.

Over the past decades Japan has been heavily confronted with a diverse range of abandoned sites. These ‘contemporary ruins’, or ‘haikyo’ as they are usually referred to, can be a result of the Japanese economic downturn, various rural exoduses, or most recently the Tohoku earthquake triggering the devastating tsunami that in turn induced the nuclear disaster of Fukushima Daiichi.

In ‘Silent Visitors’ I portray people who are highly passionate about haikyo. Their visits of these contemporary ruins reveal some parts of their unique personalities and at the same time shine a subdued light on post-tsunami Japanese society. It is my ambition with this film to encourage spectators to ponder on life in modern society and to provoke contemplation on matters such as the force of nature, transience and decay.


Realização Direction YEROEN VAN DER STOCK | Fotografia Cinematography EMMANUEL GRAS | Montagem Editing BRAM VAN PAESSCHEN| Som Sound ANDRE PHILIPS, MANUEL VIDAL | Producão Production BART VAN LANGENDONCK

Domingo
24 NOV 17h00
 

AMOS FERGUSON, MATCH ME IF YOU CAN
de KAREN ARTHUR
Bahamas 2011, 60’

O Filme homenageia este espiritual e intuitivo artista das Bahamas, conhecido pelas suas brilhantes e coloridas pinturas que retratam os rituais da ilha, a sua fauna e flora e cenas bíblicas.
O documentário explora a vida e trabalho “Outsider of Bahamian Art”, desde as suas pobres origens na floresta Exuma, como uma das sete crianças sobreviventes que trabalharam na apanha da fruta para o exército americano em guerra.

No regresso a Nassau, em meados dos anos 40, começa a pintar casas criando formas simples e temas excêntricos usando as vibrantes cores das Caraíbas. Pintou as tradicionais histórias das Bahamas, tornando-se mais tarde como o mais importante e prolifero artista das Bahamas. Os seus quadros estão expostos nos museus de todo o mundo e as galerias internacionais destacam-no como um artista sem classificação de género artístico. As entrevistas filmadas com Amos, amigos e família são intercaladas com fotografias e filmes de arquivo, as suas pinturas emprestadas por colecionadores e também por obras da sua colecção privada.

“Nenhum homem me pode ensinar o que Deus me ensina. Eu pinto através da fé e não da visão. Igualem-me se conseguirem.”


The film pays tribute to this highly spiritual Bahamian intuitive artist known for his brilliantly colored paintings of island ritual, fauna, flora & scenes from the Bible. The documentary explores the life & work of the “Outsider of Bahamian Art”, from his meager beginnings in The Forest, Exuma, as one of seven surviving children who worked the family farm, to America as one of the original “contract” workers picking fruit in the fields for American men away at War.

Returning to Nassau, he began to paint in his mid forties, using shiny house paints to create simple shapes & quirky subjects with vibrant Caribbean colors. He painted the Bahamian stories following in the tradition of the “girot” or African storyteller, later to become the most significant & profilic Bahamian artist ever. His paintings hang in museums worldwide & art collectors internationally honor him in the front ranks of the outsider art genre. On camera interviews with Amos & his friends & family, are interwoven with archival photographs & films, illustrated by his paintings on loan from collectors as well as from his personal collection.

“No man can teach me what God teach me.
I paint by faith, not by sight. Match me if you can.”


Realização Direction KAREN ARTHUR | Fotografia Cinematography THOMAS NEUWIRTH | Montagem Editing SCOTT HANCOCK | Música Music TONY SILVA | Producão Production KAREN ARTHUR, THOMAS NEUWIRTH

 

ENXOVAL
de PEDRO MACEDO
Portugal 2010, 54’

Nisa, uma pequena vila do interior de Portugal, tinha uma expressão única na cultura Portuguesa, onde tradicionalmente, as raparigas a partir dos seis anos de idade, começavam a bordar e durante anos criavam os seus enxovais de noiva, que seriam vendidos na véspera dos seus casamentos. Com o dinheiro proveniente da venda, a noivas iriam comprar, através de seus próprios meios, uma casa para o casal recém-casado.

Hoje em dia, as jovens não estão interessados em aprender a bordar, e as técnicas laboriosas típicas de Nisa estão, infelizmente, a desaparecer. Qual será o impacto de “Valquiria enxoval”, uma escultura de 16 metros de comprimento da artista Joana Vasconcelos, na vivência e significado sociocultural dos bordados e para o futuro desta vila alentejana?

“Enxoval”não é um filme sobre Joana Vasconcelos, ou uma pesquisa antropológica sobre as técnicas de artesanato de Nisa, mas um documentário sobre contaminações. Tempo, espaço e identidade são os principais conceitos do filme.


Nisa, a small town nestled in Portugal’s interior, had a unique expression in Portuguese culture, where traditionally, girls from the age of six, would make embroideries working for years to create a bridal trousseau, which would then be sold on the eve of their wedding. With the money made from the sale, the bride would purchase, through her own means, a house for the newlywed couple.

Nowadays, young girls are not interested in learning how to embroider, and the laborious techniques typical of Nisa are sadly becoming obsolete. What impact will “Valquiria Enxoval” a sculpture 16 meters in length of the artist Joana Vasconcelos will have on the survival and the socio-cultural significance of this special kind of embroidery, for the future of this town?

“Enxoval” it is not a film about Joana Vasconcelos, or an anthropological survey about the handicraft techniques of Nisa, but a documentary about contaminations. Time, space and identity are the main concepts of the film.


Realização Direction PEDRO MACEDO | Fotografia Cinematography PEDRO MACEDO | Montagem Editing MICAEL ESPINHA | Som Sound FILIPE TAVARES, OLIVIER BLANC | Música Music NOBERTO LOBO | Producão Production KITTY OLIVEIRA

Domingo
24 NOV 19h30
 

 

A RIA, A ÁGUA. O HOMEM...
de MANUEL MATOS BARBOSA
Portugal 2010, 5’

“A ria, a água, o homem…”
O preto e branco desenham os três elementos, animando coisas comuns num sentido poético da imagem.

“The lagoon, the water, the man…”
The black and white draw the three elements, animating ordinary things in a poetic sense of the image.

Realização Direction MANUEL MATOS BARBOSA | Montagem Editing ANTÓNIO FONSECA| Som Sound FERNANDO ROCHA | Música Music CLAUDE DEBUSSY| Producão Production ANTONIO VALENTE

WATER MARKED
de RAX RINNEKANGAS
Finlândia 2013, 102’

Um fotógrafo nórdico meio judeu chega a Veneza, em Itália, no inverno, para encontrar a beleza do “Outra Leningrado” de Joseph Brodsky, poeta russo, premiado com o Nobel. Ele pega em imagens de Veneza e abre sua mente pecaminosa num monólogo para Brodsky, o seu único irmão mental. Carrega, em si, o peso de seu pai, um professor universitário que trabalhava como informador dos judeus aos nazis durante a Segunda Guerra Mundial. O fotógrafo conhece um pianista espanhol em Veneza. Os dois caminham na cidade falando sobre artes, a vida e os horrores da realidade humana. Surge na conversa a eutanásia que o fotógrafo fez a seu pai há um ano.


A half-Jewish Nordic photographer arrives at Venice, Italy, in wintertime to seek the beauty of “Other Leningrad” Joseph Brodsky, a Nobel -prized Russian poet, found there. He takes images in Venice and opens his sinful mind in monologue to Brodsky, his only mental brother. He carries the weight of his father, a University teacher who worked as informer of Jews to Nazis during II World War. The photographer meets a Spanish pianist in Venice. The men walk in the city speaking about arts, life and horrors in human reality. Comes out that the photographer has made euthanasia to his father a year ago.

Realização Direction RAX RINNEKANGAS | Fotografia Cinematography TUUKKA YLÖNEN, JARKKO VIRTANEN | Montagem Editing JARI INNANEN | Som Sound HEIKKI INNANEN | Música Music PASCAL GAIGNE | Producão Production RAX RINNEKANGAS

Domingo
24 NOV 21h30
 

STEEL GATES (ERKATE DARPASNER)
de ARMEN KHACHATRAYAN
Armenia 2010, 57’

PORTÕES DE AÇO

Apresik Aloyan é um personagem notável da arte contemporânea armênia. Vive, quase incógnito numa pequena cidade.
- Guardo a esperança de que vou acabar na vida eterna do paraíso, - diz ele. Apresik gosta da ideia de que, pelo menos, tudo ficará bem no céu, já que muitos de nós bateremos nos portões de aço do inferno.

STEEL GATES

Apresik Aloyan is a notable face of Armenian contemporary arts. He lives, rather exists in a small town.
- I cherish a hope I’m going to end up with the eternal life in the paradise, - he says. Apresik is fond of repeating the idea everything will be ok in the heavens at least, since many of us are going to bump against the steel gates of the Hell.


Realização Direction ARMEN KHACHATRAYAN | Fotografia Cinematography ARMEN KHACHATRAYAN, VAZGEN MARTIROSYAN | Montagem Editing RUZAN ZAKARYAN | Som Sound RUZAN ZAKARYAN | Producão Production STUDIO HAYK

Apoio | Kind support

MAMA GOEMA
de SARA GOUVEIA e ÁNGELA RAMÍREZ e CALUM MacNAUGHTON
África do Sul 2011 55’

MAMA GOEMA: O RITMO DA CIDADE DO CABO EM CINCO ANDAMENTOS

O filme Mama Goema convida a uma viagem pelo coração da Cidade do Cabo, a Cidade-Mãe Sul-Africana, e pelos ritmos musicais que lhe dão identidade. O Goema é um tipo de música que resulta da influência e da mistura de várias culturas, com raízes nos tempos coloniais e que está, tradicionalmente, associado ao Carnaval mais emblemático da Cidade do Cabo; a sua evolução tem acompanhado as mudanças nos diferentes contextos sociais, políticos e culturais da África do Sul; mistura o ancestral, o tradicional e o clássico nesse característico som da Cidade do Cabo.
Mac McKenzie, músico criativo e fundador dos “The Genuines” e dos “The Goema Captains of Cape Town”, dá os últimos retoques a “Goema Symphony No1”, o auge do seu trabalho. Os músicos Hilton Schilder, Ernestine Deane e Kyle Shepherd preparam o ambiente enquanto The Cape Town Goema Orchestra ensaia para a sua estreia.


MAMA GOEMA: THE CAPE TOWN BEAT IN FIVE MOVEMENTS

If you take a pinch of Khoi-San lament, a dash of Malay spice, a measure of European orchestral, a splash of Xhosa spiritual, the clash of marching bands, a driving primal beat and a lot of humour and musical virtuosity, what do you get? Goema, Goema, Goema! Weaving together the ancient, the
traditional and the classical into the distinctive sound of Cape Town, Mac MacKenzie, musical mastermind and founder of The Genuines and The Goema Captains of Cape Town, puts the final
touches on the culmination of his life’s work: “Goema Symphony No. 1.” Musicians Hilton Schilder, Ernestine Deane and Kyle Shepherd add context while The Cape Town Goema Orchestra rehearses for its première.

Realização Direction SARA GOUVEIA, ÁNGELA RAMÍREZ, CALUM MACNAUGHTON | Fotografia Cinematography SARA GOUVEIA, ÁNGELA RAMÍREZ | Montagem Editing SARA GOUVEIA, ÁNGELA RAMÍREZ | Som Sound STEF ALBERTYN | Producão Production SARA GOUVEIA, ÁNGELA RAMÍREZ, CALUM MACNAUGHTON

Segunda-feira
25 NOV 18h00
 

A NAU CATRINETA
de ARTUR CORREIA
Portugal 2012, 5’

Acredita-se que “A Nau Catrineta” data do século XVI (1565). Esta canção muito popular tornou-se um ícone da aventura Portuguesa em mar aberto. O nosso romancista e poeta Almeida Garret recolheu o poema, de autor desconhecido, e pensou que este contava a história da nau que, em 1565, trouxe Albuquerque Coelho de Olinda (Brasil) para Lisboa.
“A Nau Catrineta” inscreve-se nas tragédias marítimas da história Portuguesa durante os Descobrimentos, para além de mostrar as crenças cristãs profundas dos nossos marinheiros.


It is believed that “The Catrineta Ship” dates from the sixteenth century (1565). This very popular song has become an icon of Portuguese adventure on the open seas. Our novelist and poet Almeida Garrett used the poem, of an author unknown, and thought that it told the story of the ship that, in 1565, brought Albuquerque Coelho de Olinda (Brazil) to Lisbon.
“The Catrineta Ship” depicts the maritime tragedies of the Portuguese history during the Discoveries and it also shows the deep Christian beliefs of our sailors.


Realização Direction ARTUR CORREIA | Montagem Editing CARLOS SILVA, ANTÓNIO FONSECA | Som Sound FERNANDO ROCHA | Música Music JOAQUIM PAVÃO| Producão Production ANTONIO VALENTE

VASYA LOZHKIN. PUNK ARTIST
de SERGII BAZHENOV
Rússia 2013, 30’

Vasya Lozhkin é líder de uma banda punk, mas mais famosas são as suas pinturas grotescas e naives. Na Rússia, a maioria das pessoas já viram a sua obra artistica em diferentes websites, mas quase ninguém conhece o autor. No entanto Vasya Lozhkin é realmente um homem interessante e merece ser conhecido.

Vasya Lozhkin is a leader of punk-band, but most famous are his grotesque and naive paintings. In Russia most people have seen his art at different web-sites but almost no one have any idea about the author. But Vasya Lozhkin is really an interesting man and deserves to be known.


Realização Direction SERGII BAZHENOV | Fotografia Cinematography MAXIM POTAPOV | Montagem Editing SERGII BAZHENOV | Som Sound SERGII BAZHENOV | Música Music ALEXEY KUDELIN | Producão Production SERGII BAZHENOV

GLAUSER
de CHRISTOPH KÜHN
Suiça 2011, 72’

No Hospital Psiquiátrico Münsingen, a noite está calma e escura. Friedrich Glauser não pára de cismar. Legionário estrangeiro, dadaísta, escritor e viciado em morfina, faz um balanço da sua vida arruinada. Episódios dolorosos da infância aparecem como bolhas de sabão cintilantes que crescem sem rebentar. Ao escrever estabelece uma ligação entre esta instituição psiquiátrica e o mundo exterior. Encontra uma figura paternal positiva na pessoa do Inspector Studer, personagem que fará a sua notoriedade. Depois de ter alta hospitalar, o escritor foge da Suíça e tem uma vida inquietante com sua namorada, Bertha Bendel. No entanto, por mais que queira refazer a sua vida, mais o seu passado o persegue impiedosamente.

In the psychiatric hospital of Münsingen, the night is quiet and dark. Friedrich Glauser cannot stop brooding. The foreign legionnaire, Dadaist, writer and morphine addict takes stock of his ruined life. Agonizing moments of childhood appear like iridescent bubbles. They keep growing and refuse to burst. Writing about it builds a bridge between the institution he is in and the world outside. His fictional character study of Constable Studer, who represents a positive father figure, makes him famous. After being discharged, Glauser flees Switzerland. He leads a restless life with his girlfriend Berthe Bendel. But the more he tries to set up a new life in some remote spot, the more his own past catches up with him relentlessly.

Realização Direction CHRISTOPH KÜHN | Fotografia Cinematography CARLO VARINI | Desenhos Drawings HANNES BINDER | Montagem Editing JOANNA BRÜEHL, MILENIA FIEDLER, FRANCESCO JOST, GION RETO KILLIAS | Som Sound ROLF BÜTTIKOFER | Música Music BERTRAND DENZLER| Producão Production ANDRES PFAEFFLE, ELDA GUIDINETTI

Segunda-feira
25 NOV 20h30
 

 

GOOD MORNING WORLD (BOKER TOVE OLAM)
de DORIT WEISMAN
Israel 2012, 3’

BOM DIA MUNDO

Após a cirurgia para remover um edema no peito, a diretora recita um poema de louvor a tudo em seu redor, ao seu corpo, à existência, ao mundo.

No poema, que foi escrito na manhã após a cirurgia que removeu o cancro da mama, ela agradece a todo o seu mundo, desde as coisas mais simples às mais complexas:
“... Bom dia meu tumor extraído
bom dia plasma, linfa, linfócitos e trombócitos ... “

Aceitando tudo:
“... Bom dia agradável brisa que acaricia todos os meus poros e ao vento forte que sopra de repente no meu cabelo e ao shampô que espera por mim no chuveiro.”

Durante a leitura do poema sobre a atividade quotidiana, o único local físico é revelado, onde ela está e lê o poema, um lugar que é uma metáfora para o poder da vida e do poder para a auto-cura, que existe dentro de cada mulher e de todos.

GOOD MORNING WORLD

Following surgery to remove a growth from her breast, the director recites a poem of praise to everything around her, to her body, to existence, to the world.

In the poem, that was written the morning after the operation to remove breast cancer, she thanks everything in her world, beginning from the simple things to the more complex things:
“…good morning my extracted tumor
good morning plasma and lymph and lymphocytes and thrombocytes…”

Accepting everything:
“…good morning pleasant breeze that strokes all my pores and to the stronger wind that suddenly blows across my hair and to the shampoo waiting for me in the shower.”

Whilst reading the poem on the backdrop of everyday activity, the unique, physical location is revealed, where she stands and reads the poem, a place which is a metaphor for the power of life and the strength of self healing, contained within each woman and everyone.


Realização Direction DORIT WEISMAN | Fotografia Cinematography MICHAL ARONSON | Montagem Editing ZOHAR SAFRA-ARBEL | Som Sound YARON DAFFAN | Música Music YARON DAFFAN | Producão Production DORIT WEISMAN

 

JOAN JONAS - REANIMATION
de RIMA YAMAZAKI
EUA 2013, 72’

REANIMAÇÃO

Joan Jonas é uma das pioneiras do vídeo e da performance art. Começou por estudar escultura, mas em meados dos anos 1960 começou a explorar novos meios, e tornou-se numa das mais influentes artists.

O realizador seguiu o trabalho de Jonas com a sua mais recente instalação e performance, “Reanimation”, que ela criou para dOCUMENTA (13) em 2012. Inspirado no romance “Under the Glacier” do escritor islandês Halldór Laxness, ela criou uma instalação de vídeo, misturando imagens de arquivo de uma viagem à Noruega, música, texto, desenhos, adereços, e vídeos do seu trabalho passado, agora refeitos. Para a performance, colaborou com o pianista de jazz Jason Moran, que com tinha trabalhado em vários projetos ao longo dos últimos anos. a performance inclui música, vídeo e live-action.

No filme, a artista também oferece visões próprias sobre as suas inspirações e os seus primeiros trabalhos como “Wind”, “Organic Honey”, “Volcano Saga” and “The Shape, The Scent, The Feel of Things”.

Joan Jonas is a pioneer of video and performance art. As a beginning she studied sculpture, but in the mid-1960s she started exploring new media, and became one of the most influential artists.

The filmmaker followed Jonas’ work on her latest installation and performance, “Reanimation” which she created for dOCUMENTA(13) in 2012. Inspired by the novel “Under the Glacier” by the Icelandic writer Halldór Laxness, she created a video installation piece, mixing footage of a trip to Norway, music, text, drawings, props, and reanimated videos from her past work. For the performance, she collaborated with jazz pianist Jason Moran who had worked with her on multiple projects over the past years. The performance includes music, video, and live-action.

In the film, the artist also offers insights into her inspirations and her early work including “Wind”, “Organic Honey”, “Volcano Saga” and “The Shape, The Scent, The Feel of Things”.


Realização Direction RIMA YAMAZAKI | Fotografia Cinematography RIMA YAMAZAKI, MEAD HUNT | Montagem Editing RIMA YAMAZAKI | Som Sound RIMA YAMAZAKI | Producão Production MICHAEL BLACKWOOD

Segunda-feira
25 NOV 22h00
 

 

 

FABIENNE VERDIER, PEINDRE L’INSTANT
de MARK KIDEL
França 2012 52’

PINTANDO O MOMENTO

Como pintora, Fabienne Verdier tem a intenção de captar o momento: procura, nas suas pinceladas, a encarnação da força vital que anima todas as coisas, bem como a expressão espontânea do poder da natureza e dos movimentos da alma.

Pinta a partir da filosofia e as práticas dos mestres taoistas com quem ela estudou durante dez anos. Escreveu a sua corajosa viagem iniciática que foi um best-seller, “Passagère du Silence”

Embora não integrada na moda do mundo da arte, a maneira como liga o Oriente e o Ocidente é muito actual e mesmo percursora do tempo.

PAINTING THE MOMENT

As a painter, Fabienne Verdier is intent on seizing the moment: she seeks in her brush strokes the incarnation of the life force that animates all things, as well as the spontaneous expression of nature’s power and the movements of the soul.

She draws her inspiration from the philosophy and practices of the Taoist masters with whom she studied for ten years. She wrote about her courageous voyage of initiation in a best-seller, “Passagère du Silence”

Although she stands at the margins of the fashion-driven art world, the way in which she bridges East and West is very much of our time, and, perhaps, ahead of it.

Realização Direction MARK KIDEL | Fotografia Cinematography NED BURGESS | Montagem Editing MARIE QUINTON | Som Sound ALEXANDRE ABRARD | Música Music SAM KIDEL | Producão Production LAURENT DURET

VOYAGE IN TIME
de TUNG-YEN CHOU
Taiwan/R.O.C. 2012, 55’

VIAGEM NO TEMPO

Ming-Cheng começou o seu ambicioso plano de tirar fotos de si próprio em diferentes lugares do mundo com 26 anos. Na sua primeira viagem foram feitas uma série de fotos excepcionais apresentando cenários característicos de Taiwan, cenas de rua e de pessoas locais. A sua produção “Transparent Kingdom”, inspirada nesta jornada recebeu o prémio especial do Júri do Taishin art prize.

Podemos vê-lo subir a uma pedra gigantesca, saltando numa ponte, ou no tráfego da manhã de Taipei. Ming-cheng mantem o seu sonho mas o que está por trás desta história típica e inspiradora de perseguir sonhos, é a solidão insuportável durante a viagem no tempo, ou na vida.

Ming-Cheng started his ambitious plan about shooting photos of himself handstand in different places around the world at the age of 26. In 2-3 years, his first voyage was accomplished with a series of breathtaking photos featuring characteristic Taiwanese scenery, street view and local people. His production “Transparent Kingdom ” inspired by this journey was awarded the Jury’s special award of the remarkable Taishin art prize.

We see him climbing on a gigantic rock, jumping on a bridge, or being in the morning traffic of Taipei. Ming-Cheng handstands with his dream, what lies behind this typical inspiring story of chasing dreams is the unbearable loneliness during the voyage in time, or in life.


Realização Direction TUNG-YEN CHOU | Fotografia Cinematography HONG-CHI HUANG, TUNG-YEN CHOU, WAN-LU LIN, PIN-CHEN CHEN, KO-MIN CHOU | Montagem Editing WAN-YU LIN | Som Sound REMI HUANG | Música Music YUJUN WANG | Producão Production LEH-CHYUN LIN

Terça-feira
26 NOV 18h00
 

 

JOHN CAGE - JOURNEYS IN SOUND
de ALLEN MILLER e PAUL SMACZNY
Alemanha 2012, 60’

JOHN CAGE - UMA VIAGEM NO SOM

Um inventor do som ou um especialista em sorte? Um escritor ou um anarquista? Um especialista em cogumelos ou um artista de performance? Um mestre zen ou um cozinheiro? John Cage foi todas essas coisas. Este documentário de Allan Miller e Paul Smaczny presta homenagem ao mais fascinante compositor americano avant-garde.

Filmado nos Estados Unidos, Alemanha e Japão, o programa de mostra-nos raras imagens de arquivo, apresentando excertos de concertos e uma série de histórias curtas, de artistas associados a Cage e artistas contemporâneos, enunciando em tom de brincadeira diferentes aspectos de John Cage. Entre os protagonistas estão Yoko Ono, David Tudor, Christian Wolff, Steffen Schleiermacher, Toshio Hosokawa, Mayumi Miyata, Calvin Tomkins entre outros.


JOHN CAGE - JOURNEYS IN SOUND

A sound inventor or an expert on chance? A writer or an anarchist? A specialist in mushrooms or a performance artist? A Zen master or a cook? John Cage was all of these things. This documentary by Allan Miller and Paul Smaczny pays tribute to the most fascinating American avant-garde composer.

Shot in America, Germany and Japan, the program premieres rare archival footage; presenting concert excerpts and a set of short stories, featuring associates of Cage and contemporary artists, playfully delineating different aspects of John Cage. Protagonists are Yoko Ono, David Tudor, Christian Wolff, Steffen Schleiermacher, Toshio Hosokawa, Mayumi Miyata, Calvin Tomkins and others.

Realização Direction ALLEN MILLER, PAUL SMACZNY | Fotografia Cinematography NYIKA JANCSÓ | Montagem Editing STEFFEN HERRMANN | Som Sound TOINE MERTENS | Música Music JOHN CAGE | Producão Production PAUL SMACZNY

TO LET THE WORLD IN, Vol. 2
de AVIJIT MUKUL KISHORE
Índia 2013, 53’

O filme mostra-nos um momento significativo na história da arte contemporânea indiana. Duas gerações de reconhecidos artistas indianos partilham recordações, lembranças e preocupações sobre as suas práticas artísticas.

The film looks at a significant moment in the history of contemporary Indian art. Two generations of celebrated Indian artists share recollections, reminiscences and concerns about their art practice.


Realização Direction AVIJIT MUKUL KISHORE | Fotografia Cinematography AVIJIT MUKUL KISHORE | Montagem Editing RIKHAV DESAI| Som Sound SURESH RAJAMANI | Producão Production SANJAY TULSYAN

Terça-feira
26 NOV 20h00
 

 

 

ANDREAS HOFMANN - MOMENTAUFNAHMEN
de CHRIS BRANDL
Alemanha 2007, 5’

ANDREAS HOFMANN - Instantâneos

um retrato do fotógrafo berlinense Andreas Hofmann, que está à procura de veracidade no seu trabalho e na vida.

ANDREAS HOFMANN - SNAPSHOTS

a portrait of the Berlin photographer Andreas Hofmann who is searching for truthfulness in his work and life.

Realização Direction CHRIS BRANDL | Fotografia Cinematography CHRIS BRANDL | Montagem Editing CHRIS BRANDL | Producão Production Mobtik

A LUZ DA TERRA ANTIGA
de LUIS OLIVEIRA SANTOS
Portugal 2012, 15’

O filme “A Luz Da Terra Antiga”, baseado no livro, “Portugal Luz e Sombra - o país depois de Orlando Ribeiro”, é uma viagem com Duarte Belo à procura dos territórios da fotografia de Orlando Ribeiro e da inexorável passagem do tempo.

The film “The Light Of Old Earth”, based on the book, “Portugal Light and Shadow - the country after Orlando Ribeiro,” is a journey with Duarte Belo in search of territories photograph of Orlando Ribeiro and the inexorable passage of time.

Realização Direction LUIS OLIVEIRA SANTOS | Fotografia Cinematography LUIS OLIVEIRA SANTOS | Montagem Editing LUIS OLIVEIRA SANTOS | Som Sound FERNANDO ROCHA | Producão Production LUIS OLIVEIRA SANTOS

DUANE MICHALS - THE MAN WHO INVENTED HIMSELF
de CAMILLE GUICHARD
França 2012, 89’

O HOMEM QUE SE INVENTOU A SI PRÓPRIO

Duane Michals é um jovem de quase 80 anos de idade e acima de tudo um dos Mestres Americanos da Fotografia. Trabalha como um contador de histórias incorporando textos escritos à mão, que acrescentam novas dimensões ao significado das imagens. Duane Michals equilibra sempre a fragilidade e a força, a seriedade e humor, através de temas como o amor, desejo, morte e imortalidade.

Duane Michals is a young man of almost 80 years old and most of all one of the American Master of Photography. He works as a storyteller by incorporating handwritten texts which adds another dimension to the images’ meaning. Duane Michals always balances fragility and strength, gravity and humor, through the themes such as love, desire, death and immortality.


Realização Direction CAMILLE GUICHARD | Fotografia Cinematography GORDON SPOONER, CAMILLE GUICHARD | Montagem Editing ELODIE OLIVIERI| Som Sound DINO DI STEFANO | Música Music K MUSIC | Producão Production TERRA LUNA FILMS

Terça-feira
26 NOV 22h00
 

 

ANOTHER PLACE
de RENATA FERRAZ
Brasil 2013, 4’

Numa tarde de inverno, ela, sozinha, chegou a praia de Crosby. Era a primeira vez que via neve. Subitamente, o trilho que a levaria à praia deu lugar a vastidão do mar. Não havia ninguém ali, exceto as esculturas em ferro fundido. Ela chorou compulsivamente. Os homens de ferro a acolheram. Ela decidiu, então, fazer um vídeo que registrasse para sempre aquele encontro.

In the winter time, she arrived alone at Crosby beach. It was the first time she had saw snow. Suddenly, the trail that lead to the beach gave way to the wastness of the sea. No one was there but the iron sculptures. She cried compulsively. The iron men welcomed her. At that time, she decided to make a film which recorded that encounter forever.


Realização Direction RENATA FERRAZ | Fotografia Cinematography RENATA FERRAZ | Montagem Editing RENATA FERRAZ, CLAUDIA RITA OLIVEIRA | Som Sound RENATA FERRAZ | Producão Production RENATA FERRAZ

TABATÔ
de JOÃO VIANA
Portugal 2013 13’

Mutar, que lutou na guerra, está de regresso à Guiné. Na sua bagagem, traz objetos estranhos. Fatu, a sua filha, aproveita a oportunidade da ausência de Mutar para abrir sua mala. Pouco tempo depois, Idrissa, namorado de Fatu, encontra Mutar com as mãos sujas de sangue e Fatu morta. É então que Idrissa pega num tambor.

Mutar, who fought in the war, is back in Guinea. In his luggage, he brings strange objects. Fatu, his daughter, takes the opportunity of Mutar’s absence to open his bag. Shortly afterwards, Fatu’s boyfriend Idrissa finds Mutar with his hand soiled in blood and Fatu dead. It is then that Idrissa picks up a drum.


Realização Direction JOÃO VIANA | Fotografia Cinematography MÁRIO MIRANDA | Montagem Editing EDGAR FELDMAN | Som Sound ANTÓNIO PEDRO FIGUEIREDO, MÁRIO DIAS, NUNO CARVALHO, JOAQUIM PINTO | Música Music PEDRO CARNEIRO | Producão Production JOÃO PEDRO BÉNARD

VIRTUOSI
de SUE HEALEY
Austrália/Nova-Zelândia 2013, 53’

Criado pelo premiado coreógrafo e pela cineasta Sue Healey, com música do famoso umsico de jázz neo-zelandês, Virtuosi é um documentário de longa-metragem sobre a vontade de ser artista e a natureza do virtuosismo na dança. Através da dança e histórias comoventes, Virtuosi revela retratos íntimos e surpreendentes de 8 novos artistas da dança da Nova Zelândia.
 
Destinados à grandeza, estes artistas deixaram a sua terra natal ainda jovens, para seguirem carreiras no mundo. Todos conseguiram proezas notáveis ​​e através deste filme o público tem a rara oportunidade de refletir sobre suas carreiras. As ideias da dança em Virtuosi percorrem muitas cidades e culturas - Nova York, Berlim, Londres, Bruxelas e Austrália - revelando linguagens da dança fascinantes e ligações à Nova Zelândia.

Created by award-winning choreographer and dance film maker Sue Healey, with music by New Zealand jazz legend Mike Nock, Virtuosi is a feature length documentary about the drive to be an artist and the special nature of virtuosity in dance. Through exhilarating dance and stories from the heart, Virtuosi reveals intimate and astounding portraits of 8 New Zealand dance artists.
 
Destined for greatness, these artists all left their homeland in their youth, to pursue careers around the world.  They have each achieved remarkable things and through this film audiences have the rare chance to reflect on their careers.  Virtuosi dances ideas across many cities and cultures - New York, Berlin, London, Brussels and Australia – revealing fascinating dance lineages and connections back to New Zealand.


Realização Direction SUE HEALEY | Fotografia Cinematography JUDD OVERTON | Montagem Editing LINDI HARRISON | Som Sound MICHAEL COSTA | Música Music MIKE NOCK| Producão Production SUE HEALEY & PERFORMING LINES

Terça-feira
26 NOV 23h30
CEREMONÍA DE ENTREGA DOS PRÉMIOS

Place of Event:

Museu Nacional de História Natural e da Ciência
Auditório Aurélio Quintanilha
Rua da Escola Politécnica, 56
LISBOA/LISBON - Portugal

Entrada livre / Free Entrance • Filmes legendados em português (English and Portuguese subtitles)

Direcção e Programação: Rajele Jain

Jurí: LUÍS ALVES DE MATOS (realizador) e estudantes de arte e filme: ANA MARGARIDA MAGALHÃES, ANA ZAGALO, CARLOTA CALDEIRA, DIOGO CORDEIRO, JOANA FRADES, PEDRO GONÇALVES

Traduções: Paulo Montes

Legendas: Paulo Montes

Projecção: Eduardo Vij

Agradecimentos especiais: Kazike, Anton, Zé Grande, Paulo Montes, Eduardo Vij, Namalimba Coelho, Rogério Taveira,
Zambeze Almeida, João Nogueira