PRÉMIO DE CINEMA para FILMES SOBRE ARTE - PORTUGAL 2012

FILM AWARD for FILMS ON ART - PORTUGAL 2012

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--> Festival Temps D'Images 2014




fg

The jury has decided:

PARABENS - CONGRATULATIONS
to the winner of the
Temps D'Images Prémios de Cinema para
FILMES SOBRE ARTE 2012
!

All 36 films have been worth to be awarded. Unfortunately we can give only five distinctions. However, the festival would like to thank all film directors for their beautiful works. Hope to see you next year again!

And here the winning films:

 

JURY 2012:

Teresa Prata (Berlim), John Klima (Lisboa/Nova York), Rita Caldeira (Lisboa), Diana Guerreiro (Lisboa) e António Maria Dente (Lisboa)

 

PARABENS - CONGRATULATIONS TO:

TEMPS D'IMAGES PRÉMIO DE CINEMA para FILMES SOBRE ARTE - o melhor filme (2000 €)
KĀ TEV KLĀJAS, RŪDOLF MING? (How Are You Doing, Rudolf Ming?)
de ROBERTS RUBĪNS (Letónia 2010)


TEMPS D'IMAGES PRÉMIO DE CINEMA para FILMES SOBRE ARTE - o melhor filme Português
(1500 €)
THROUGH THIS LOOKING GLASS de DANIEL NEVES (Portugal 2010)


TEMPS D'IMAGES PRÉMIO DE CINEMA para o filme que reflicta a importância das artes na sociedade da forma mais original (1500 €)
BEATRIZ GONZÁLEZ ¿POR QUÉ LLORA SI YA REÍ?
(Beatriz González, Why Are You Crying?) de DIEGO GARCÍA-MORENO (Colômbia 2010)


TEMPS D'IMAGES PRÉMIO DE CINEMA para FILMES SOBRE ARTE - Menção Honrosa
A VOSSA CASA de JOÃO MARIO GRILO (Portugal 2012)


TEMPS D'IMAGES PRÉMIO DE CINEMA para FILMES SOBRE ARTE - Menção Honrosa
SOUNDBREAKER de KIMMO KOSKELA (Finlândia 2011)

 

We have spent five exciting days in the Museum of Natural History with its sunset boulevard!

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By implementing seeds of art into the audience, we hope that the spirit will be carried throughout the country and beyond!

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Bemvindo / Welcome to the edition 2012!

Mostramos filmes, por exemplo, sobre:

AI WEIWEI - um artista que é perseguido em China mas fica lá

PAULA REGO - a pintora Portuguesa a falar sobre coisas nunca ouvidas

AS TRÊS MARIAS - as famosas escritoras Portuguesas e a sexualidade, a sociedade e a literatura

JIRI KYLIAN - o célebre coreógrafo de Praha

BOBBY - um skateboarder e artista da rua de Nova York

RUDOLF MING - a fazer filmes de terror

BEATRIZ GONZALEZ - a artista que chora sobre Colômbia

RAUL LINO - o arquitecto que também desenhou as escolas primárias em Portugal

KARAJAN - o famoso maestro de orquestra com imagens e informações nunca publicadas anteriormente

RAMÓN VINYES - chamado “o sabío homen Catalão” por Gabriel García Márquez

PHILIP ROTH - um célebre escritor que é intransigente consigo

- ou sobre as PRACTICAS CRIMINOSAS no MERCADO DE ARTE, um filme sensacional e choquante...

Cada obra artística é uma vitória sobre a inércia humana.” (Herbert von Karajan)

Conquistem a sua inércia - e conheçam os nossos artístas e realizadores!

Rajele Jain

--> press release

This year at:

Museu

Auditório Aurélio Quintanilha
Rua da Escola Politécnica, 56
LISBOA/LISBON

Dezembro 7 - 11

 

Entrada livre / free entrance. Filmes com legendagem em Português e Inglês.

SEXTA-FEIRA dia 7 de Dezembro

19 : 30
IN THE BED OF SURREALISM. AUGUSTS SUKUTS
Letónia 2007, 30’
OBEN IM ECK - HOLGER HILLER Alemanha 2012, 34’
LE GRAND SCHEME Bélgica 2012, 43’

22 : 00
THROUGH THIS LOOKING GLASS Portugal 2010, 46’
MUHAI TANG - OCEAN OF MUSIC Suiça 2010, 58’

 

SÁBADO dia 8 de Dezembro

17 : 00
OUTRAS CARTAS OU O AMOR INVENTADO Portugal 2011, 51’
JIRI KYLIAN - MÉMOIRES D’OUBLIETTES França 2011, 52’

19 : 30
FAZEDOR DOS NUVENS Portugal 2012, 10’
DIE AMEISE DER KUNST (Animals of Art) Alemanha 2010, 94’

22 : 00
FORA DE PÀGINA (Out Of The Page) Espanha 2012, 30’
ELEGÍA DEL TRÓPICO (Elegy From The Tropic) Espanha/Colômbia 2011, 79’

 

DOMINGO dia 9 de Dezembro

15 : 30
O TOQUE DA GAITA DE FOLES Portugal 2010, 22’
UMA TRAMAZUL Brasil 2011, 12’
A VOSSA CASA Portugal 2012, 57’

18 : 00
ENCURRALADA NOS ROCHEDOS Portugal 2012, 14’
THE UNNAMED Taiwan 2012, 11’
LA RUE Alemanha 2012, 7’
PAULA REGO Portugal 2011, 12’
AKTS (Nude) Letónia 2009, 26’
RODRIGO ANDRADE E O PRETO Brasil 2012, 21’

20 : 00
A CIDADE ONDE MORO Portugal 2012, 8’
ARTIFACTS OF THE CITY Alemanha 2012, 20’
KĀ TEV KLĀJAS, RŪDOLF MING? (How Are You Doing, Rudolf Ming?) Letónia 2010, 62’

22 : 00
YI KAO SHENG (Arts Examinees) China 2011, 34’
KROKODYLE Itália 2011, 78’

 

SEGUNDA-FEIRA dia 10 de Dezembro

17 : 00
LABORATÓRIO#6 - BARRO Portugal 2012, 15’
TWO TALES OF MODIKHANA Índia 2011, 73’

19 : 30
LOOTERS OF GOD Itália 2010, 58’
KARAJAN – DAS ZWEITE LEBEN (Karajan - The Second Life) Áustria 2012, 53’

22 : 00
MATKE EDENIIN (A Journey to Eden) Finlândia 2011, 100’

 

TERÇA-FEIRA dia 11 de Dezembro

17 : 00
______ Portugal 2012, 19’
BEATRIZ GONZÁLEZ ¿POR QUÉ LLORA SI YA REÍ?
(Beatriz González, Why Are You Crying?) Colômbia 2010, 77’

19 : 00
PHILIP ROTH - SANS COMPLEXE França 2011, 52’
AI WEIWEI, WITHOUT FEAR OR FAVOUR UK 2010, 55’

21 : 00
BIPOLAR Portugal 2012, 5’
SOUNDBREAKER Finlândia 2011, 86’

23 : 00
CERIMÓNIA DE ENTREGA DOS PRÉMIOS

 

 

DEZEMBRO 7, 19.30h, Sexta-Feira  

Sukuts

IN THE BED OF SURREALISM. AUGUSTS SUKUTS (Sirreālisma gultā. Sukuts)
de ILONA BRUVER
Lituânia 2007, 30’

O festival de cinema internacional Arsenals tem estado presente em Riga nos últimos vinte anos. Introduziu uma nova estética cinematográfica e foi dos poucos eventos permitidos na Era Soviética. Ao longo do tempo tem vindo a influenciar a cultura e sociedade da Europa de Leste, deslumbrando continuamente com a sua criatividade. O filme é um retrato do realizador, o pai de Arsenals e o cavaleiro fiel do surrealismo.

The international film festival Arsenals has been a fixture on the Riga scene for the last 20 years. It has introduced new film aesthetic and was one of the only creatively free events in Soviet times. Over the years the festival has influenced culture and society in Eastern Europe, continually dazzling us with its creative point. The film is a portrait of the director, the father of Arsenals and the trusty knight of surrealism.

Realização (Direction) Ilona Brūver
Fotografia (Cinematography) Ints Ivans, Alvis Balodis, Kaspars Gedertsons, Gunārs Bandēns, Normunds Čirkste
Montagem (Editing) Valdis Zeļonka
Som (Sound) Daina Klišāne, Ilvars Zālītis
Producão (Production) Kinolats

Holger Hiller

hiller

OBEN IM ECK - HOLGER HILLER
de JANINE JEMBERE
Alemanha 2012, 34’

Holger Hiller é um músico que, desde o início da década de 80, começou a apresentar compositores modernos do movimento avantgarde, criando pop music a partir desta base. Desde então, percorreu um longo caminho. De estações como as de Hamburgo, Londres ou Tóquio, com uma inspiração underground fenomenal, ao trabalho num estúdio de gravações, os seus últimos trinta anos foram repletos de vida e côr. Finalmente, encontramo-lo em Berlim, onde abandonou por completo a música numa tentativa de vivência de classe média. Mas será realmente possível um músico deixar um dia de o ser?

Holger Hiller is a musician who started in the early eighties to sample modern composers of the avantgarde and make popmusic out of it. Since then he came a long way. From stations like Hamburg, London and Tokyo, a phenomenal underground inspiration or a no selling music studio worker, the last thirty years have been colourful. Finally we meet him in Berlin where he abandoned doing music completely and tries a middleclass life. But is it possible for a musican not to be a musician anymore?

Realização (Direction) Janine Jembere
Fotografia (Cinematography) Josefina Gill, Karsten Krause, Janine Jembere
Montagem (Editing) Daniela Kinateder, Janine Jembere
Som (Sound) Max Knoth
Música (Music) Holger Hiller
Producão (Production) Janine Jembere / Hamburg Academy of Fine Arts

Grand Scheme

LE GRAND SCHEME
de SABRINA CALMELS
Bélgica 2012, 43’

Três pintores numa galeria vazia.
Portas abertas para uma rua em S. Francisco... ou para outros sítios?
Três mãos que trabalham a mesma peça de madeira.
Três cabeças que pensam como uma, e se uma pintura lhe tenta fazer frente, matam-na...
Três homens em luta contra um tríptico.
“Tenta novamente. Falha de novo. Falha melhor.”

Three painters in an empty gallery.
Doors are opened onto a street in San Francisco...or somewhere else?
Three hands working on the same piece of wood.
Three heads thinking as one, and if a painting tries to resist, they will
kill it...
Three men fighting against a tryptic.
“Try again. Fail again. Fail better.”

Realização (Direction) Sabrina Calmels
Fotografia (Cinematography) Sabrina Calmels
Montagem (Editing) Ivanne de Cannart
Som (Sound) Felix Blume, Fabrice Osinski
Producão (Production) Atelier Jeunes Cinéasts AJC!
Distribução (Distribution) Valérie Berteau

DEZEMBRO 7, 22.00h, Sexta-Feira  
looking glass

THROUGH THIS LOOKING GLASS
de DANIEL NEVES
Portugal 2010, 46’

‘one day overflowing
with my piano
and we’re no longer - a lonely figure in the night:
we grow inside our strange and
invisible creatures’ (Joana Sá)

Um encontro sonoro e visual entra Joana Sá (compositora/intérprete) e Daniel Neves (realizador), tendo como inspiracão o universo de Lewis Carroll em ‘Through the Looking-Glass’

Realização (Direction) Daniel Neves
Fotografia (Cinematography) Daniel Neves
Montagem (Editing) Daniel Neves
Som (Sound) Ângelo Lourenço, Sérgio Milhano, Eduardo Raon
Música (Music) Joana Sá
Producão (Production) Daniel Neves, Joana Sá

muhai

muhai2

MUHAI TANG - OCEAN OF MUSIC
de MARKUS UNTERFINGER
Suiça 2010, 58’

Eis o retrato da vida extraordinária de Muhai Tang, um maestro chinês. Nascido em 1949, o ano da fundação da República Popular Chinesa, e educado durante a Revolução Cultural, parecia destinado a ter de abandonar o seu sonho em proseguir com uma carreira musical. Contudo, o seu talento e perseverança e o apoio de Herbert von Karajan trouxeram-no ao mundo das salas de espectáculo.
Hoje, Muhai Tang é um nómada global. Que vagueia por entre os mundos que une com a sua música. A sua história pessoal, intercalada com a censura histórica, é típica da China da sua geração. Conseguiu desde cedo aceder à cultural ocidental através da música. A vida e trabalho de Muhai Tang são exemplares de uma China em mudança e do enriquecimento do mundo graças a um artista dividido entre o Este e o Oeste.

A portrait of Chinese conductor Muhai Tang’s extraordinary life. Born in 1949, the founding year of the People’s Republic of China, and raised during the Cultural Revolution, it seemed as if he would have to abandon his dream of a career in music. However, his talent, perseverance and the support of Herbert von Karajan ultimately brought him to the world’s concert halls.
Today, Muhai Tang is a global nomad. A wanderer between the worlds which he unites with music. His personal history, interspersed with historical caesurae, is typical for Chinese of his generation. He gained access to western culture early on through music. Muhai Tang’s life and work are exemplary of a changing China and the enrichment of the world by an artist between East and West.

Realização (Direction) Markus Unterfinger
Fotografia (Cinematography) Simon Guy Fässler, Angelo Scudeletti
Montagem (Editing) Michael Hertig, Rosmarie Schaub
Som (Sound) Ramón Orzan
Música (Music) Ramón Orza
Producão (Production) Kaspar Winkler
Distribução (Distribution) 10Francs

DEZEMBRO 8, 17.00h, Sábado  

letters

OUTRAS CARTAS OU O AMOR INVENTADO
de LEONOR NOIVO
Portugal 2011, 51’

Outras Cartas ou o Amor Inventado parte da obra literária Novas Cartas Portuguesas, escrita em conjunto pelas Três Marias nos anos 70, como pretexto para um pequeno inventário cinematográfico, um documentário que cruza esse legado literário com diferentes situações, contextos e interlocutores; ligando material de arquivo do processo de tribunal (a que as autoras foram sujeitas quando o livro foi publicado) a uma procura muito pessoal e labiríntica sobre o amor.

Other Letters or The Invented Love deals with the passionate book “New Portuguese Letters”, a collective work written by the authors known as the Three Marias in the 70s, as a pretext for a short cinematographic inventory about relationships and affection between people today and always. The book is inspired by letters written by a nun in the seventeenth century and has a strong political dimension that creatively challenges the social and sexual roles.  The documentary crosses this literary legacy with different situations, contexts and interlocutors; and interweaves archive material from the court case after the authors were charged by the authorities with indecency when the book was published and a labyrinthine questioning about the nature of love

Realização (Direction) Leonor Noivo
Fotografia (Cinematography) Leonor Noivo
Montagem (Editing) João Diasi, João Braz, Karen Akerman
Som (Sound) Joana
Música (Music) Antonio Pedro
Producão (Production) Joana Ferreira, Isabel Machado, Christine Reeh
Distribuição (Distribution) C.R.I.M.

JIRI KYLIAN - MÉMOIRES D’OUBLIETTES
(Jiri Kylian - Forgotten Memories)
de DON KENT
França 2011, 52’

Aos 63 anos de idade, Jiri Kylian é um dos mais importantes coreógrafos da sua geração. Autor de mais de uma centena de trabalhos, muitos dos quais parte integrante do reportório de alguns dos mais importantes centros de dança do mundo inteiro. Apesar da sua fama internacional, até hoje nunca tinha sido feito nenhum documentário sobre Kylian. O que não é mera coincidência, mas o fruto da relutância extrema do coreógrafo em empreender tal exercício. O ter aceite participar neste documentário é, em si, algo excepcional.

At 63 years of age, Jiri Kylian is one of the most important choreographers of his generation. He is the creator of more than one hundred works, several of which form part of the repertoires of some of the greatest dance centres throughout the world.
In spite of his international fame, to this day there has never been a documentary dedicated to Kylian. This isn’t a mere coincidence, but is due to the choreographer’s extreme reluctance to engage in such an exercise. The fact that he has accepted to participate in a documentary is therefore exceptional.

Realização (Direction) Dont Kent
Fotografia (Cinematography) Don Kent, Didier Hill-Derive
Montagem (Editing) André Gaultier
Som (Sound) Antoine Rodet
Producão (Production) François Duplat, Patricia Houtart
Distribuição (Distribution) Telmondis

DEZEMBRO 8, 19.30h, Sábado  

FAZEDOR DOS NUVENS
de PAULO CARNEIRO
Portugal 2012, 10’

A visão do artista sobre si próprio, sonhador, contemplativo, construtor.

The view of the artist on himself, a dreamer, contemplative, a constructor.

Realização (Direction)/ Fotografia (Cinematography)/ Montagem (Editing)/ Som (Sound)/ Producão (Production) Paulo Carneiro

DIE AMEISE DER KUNST (Animals of Art)
de PETER SEMPEL
Alemanha 2010, 94’

Um filme caleidoscópico inspirado em Jonathan Meese e “Na Ditadura da Arte”, impulsionado pela música.
Dos velhos mestres à jovem arte contemporânea, com animais, música e dança.
Com Meese, Daniel Richter, Neo Rauch, Baselitz, Bazon Brock, Blixa, Beza, Gosha, Raha,..., Degas, Kirchner, Klee, Runge, Rodin, Goya,... Energia, perdição, beleza, auto-punição, humilhação, Moby Dick..., crocodilos, macacos, girafas, cobras, elefantes, borboletas, abutres, formigas..., filmado de Berlim a Yokohama, Miami, Zurique, Nova Iorque, India...
... como uma pintura de sonho bacântica, com música de Einstürzende Neubauten, Antony & The Johnsons, Yello, SpookyTooth, Bach, Scooter, Abwaerts, Mozart, Beethoven, Goldene Zitronen, P. Broetzmann, Schubert...

A film-kaleidoscope inspired by Jonathan Meese and “The Dictatorship Of Art”, driven by music.
From old masters to young contemporary art, with animals, music, dance.
With Meese, Daniel Richter, Neo Rauch, Baselitz, Bazon Brock, Blixa, Beza, Gosha, Raha, ..., Degas, Kirchner, Klee, Runge, Rodin, Goya, ... Energy, Lostness, Beauty, Self-punishment, Humility, Moby Dick..., alligators, monkeys, giraffes, snakes, elephants, butterflies, vultures, ants..., filmed from Berlin to Yokohama, Miami, Zuerich, N.Y., India...
...like a dreamy orgiastic painting, with music for example from: Einstürzende Neubauten, Antony&The Johnsons, Yello, SpookyTooth, Bach, Scooter, Abwaerts, Mozart, Beethoven, Goldene Zitronen, P. Broetzmann, Schubert...


Realização (Direction)/ Fotografia (Cinematography)/ Montagem (Editing)/ Som (Sound)/ Producão (Production) Peter Sempel

DEZEMBRO 8, 22.00h, Sábado  

FORA DE PÀGINA (Out Of The Page)
de ELENA MACIÁN MASIP e DAVID J. MOYA ALGABA
Espanha 2012, 30’

O som encarna, a carne tranforma-se em verso e a actuação ao vivo alcança o seu significado máximo. Video, barulho, luz, distorção, tecnologia e experimentação, tudo junto, dependem da voz humana, a verdadeira estrela do filme.

The sound embodies, the flesh becomes verse and the live performance gathers its maximum meaning. Video, noise, light, distortion, technology and experimentation, all that together, dependent on the human voice, the real star of the movie.

Realização (Direction) Elena Macián Masip, David J. Moya Algaba
Fotografia (Cinematography) Mercedes Mangrané Mora
Montagem (Editing) David J. Moya Algaba
Som (Sound) Elena Macián Masip
Producão (Production) Guillermo Aguilar León
Distribução (Distribution) Máster Documental Creativo

ELEGÍA DEL TRÓPICO (Elegy From The Tropic)
de FLOREAL PELEATO
Espanha/Colômbia 2011, 79’

Ramón Vinyes (1882 – 1952) foi escritor, jornalista, professor e mentor de jovens artistas, entre os quais Gabriel García Márquez, que lhe prestou homenagem com o “sábio catalão” em “Cem Anos de Solidão”. Três estadias longas (25 anos) na Colômbia determinaram o curso da sua vida. Apesar de a Colômbia lhe ter dado o reconhecimento que a Catalunha lhe negou, sentiu-se sempre despedaçado entre duas línguas, dois países e duas formas de entender a vida e a arte.

Ramón Vinyes (1882 - 1952) was a writer, journalist, teacher and mentor of young artists, among them Gabriel Garcia Márquez who paid tribute to him thanks to the “catalan wise man” character in “One Hundred Years of Solitude”. Three long stays (25 years) in Colombia determined the course of his life. Although Colombia gave him the recognition Catalonia refused to give him, he felt torn between two languages, two countries and two ways of understanding life and art

Realização (Direction) Floreal Peleato
Fotografia (Cinematography) Edmundo Díaz Sotelo, Álex Rendón
Montagem (Editing) Christian Otero
Música (Music) Luchio Bermúdez, Tuti Fernández, Jordi García
Som (Sound) Eduard Calpe, Rafael Ospino
Producão (Production) Secoya Films
Distribução (Distribution) Franc Planas - Promofest

DEZEMBRO 9, 15.30h, Domingo  

O TOQUE DA GAITA DE FOLES
de LUÍS MARGALHAU
Portugal 2010, 22’

É na oficina “Os Sons da Música”, situada no litoral Oeste, em Porto Rio, Concelho de Torres Vedra, que Mário Estanislau e Victor Félix dão vida e voz a gaita-de-foles, sanfonas, cavaquinhos e bandolins. Neste documentário podemos espreitar algumas etapas do processo de construção da gaita-de-foles.
Acompanhamos o dia-a-dia de quem põe toda a sua alma, engenho e arte na criação e manutenção das gaitas-de-foles.
A relação dos artesãos com o fruto da sua criação e a cumplicidade que estabelecem com aquela peça artesanal, que depois de pronta, se transforma numa ferramenta inseparável do músico, num instrumento popular que enche de alegria ruas e palcos.

It is in the workshop “Sounds of Music”, located on the west coast, Puerto Rio, County of Torres Vedras, that Mário Estanislau and Victor Félix give life and voice to the bagpipes, accordions, ukuleles and bandolins.
In this documentary, we can peek some stages of the construction process of the bagpipes.
We follow the day-to-day of those who puts all their soul, wit and art in the creation and maintenance of bagpipes.

Realização (Direction) Luís Margalhau
Fotografia (Cinematography) João de Goes, Luís Margalhau
Montagem (Editing) Luís Margalhau
Música (Music) Mário Estanislau, Victor Félix
Som (Sound) Sancho Ferreira Neves
Producão (Production) Liliana Oliveira
Distribução (Distribution) Luís Margalhau

UMA TRAMAZUL
de ANDRE COSTA, MATIAS LANCETTI, TASSIA QUIRINO
Brasil 2011, 12’

A artista Regina Silveira trama um céu azul na paisagem da maior cidade da América Latina. O documentário acompanha a lenta ocupação do Museu de Arte de São Paulo (MASP) pela obra que redimensiona a leveza da arquitetura modernista de Lina Bo Bardi.

Artist Regina Silveira embroiders a blue sky in the landscape of the largest city of Brazil. The documentary follows the slow occupation of the facade of the São Paulo Museum of Art, redefining the lightness of this modern architecture.

Realização (Direction) Andre Costa, Matias Lancetti, Tassia Quirino
Fotografia (Cinematography) Matias Lancetti
Montagem (Editing) Andre Costa, Matias Lancetti, Tassia Quirino
Producão (Production) Tassia Quirino
Distribução (Distribution) Olhar Periférico Filmes

A VOSSA CASA
de JOÃO MARIO GRILO
Portugal 2012, 57’

Trabalhador incansável e em múltiplas frentes artísticas, o arquitecto Raul Lino (1879 - 1974) deixou uma obra fundamental para o entendimento dos modos portugueses de ser e habitar. O filme aborda esse legado a partir de textos publicados pelo arquitecto, os quais situam a problemática da casa num contexto bem mais amplo do que aquele colocado pelos problemas da sua simples edificação. Imaginadas e desenhadas para pessoas, sendo por isso espelhos das suas personalidades, dos seus gostos e das suas memórias, as Casas são o ponto de encontro entre o Homem, a Arte e a Natureza. Daí, a tremenda responsibilidade da Arquitectura: de quem a faz e de quem a usa.

Indefatigable worker in various artistic areas, the architect Raul Lino (1879 - 1974) has left a fundamental work for the comprehension of the Portuguese ways to be and to live. The film approaches this heritage proceeding from the architect’s published texts, those which situate the problematic of a house into a very ample context which is much broader than the problems of its mere edification. Imagined and sketched for persons, but also perceived as mirrors of their personalities, of their likes and memories, the houses become an encounter of human, art and nature. Here results the tremendous responsibility of architecture: of whom who makes it and of whom who uses it.


Realização (Direction) João Mario Grilo
Fotografia (Cinematography) João Guerra
Montagem (Editing) Luca Alverdi
Som (Sound) Frederico Pereira
Música (Music) Vianna da Motta, Liszt, Wagner
Producão (Production) Ana Costa, Paulo Trancoso
Distribução (Distribution) Costa do Castelo, Cinemate Periférico Filmes

DEZEMBRO 9, 18.00h, Domingo  

ENCURRALADA NOS ROCHEDOS
de FILIPE AFONSO
Portugal 2012, 14’

Uma rapariga está de visita numa cidade desconhecida. Vai passando por vários locais e sempre encontra as mesmas duas raparigas. Nunca falam, apesar de parecer óbvio que o fizessem.  Vendo o mundo através da máquina fotográfica, Anna cai em si e apercebe-se que não vê as coisas como são, não fala com as pessoas e não vive. Anna caminha, caminha muito, mas apercebe-se que não sai do mesmo lugar. O caminho de Anna é também o de uma turista e de como esta percepciona a cultura, a arte e os lugares a si estranhos. 

A girl is visiting a foreign city. She goes through many places and always finds the same two girls. They never speak, although it seems obvious that they should. As she sees the world through the camera, she realizes what she’s been going through: she doesn’t see with her own eyes, she doesn’t speak, she’s not living… Anna walks, walks a lot, but she realizes she is not going too far, she’s not moving.


Realização (Direction)/ Fotografia (Cinematography)/ Montagem (Editing)/ Som (Sound)/ Producão (Production) Filipe Afonso

THE UNNAMED
de HUANG YA-LI
Taiwan 2012, 11’

Um filme construído com base na poesia visual, entre o que se ouve e o que se vê, numa fluidez sensual que não é causada pela causa e efeito de um relacionamento. Ao deitar fora o prático e o funcional que compõem os objectos de todos os dias, devolve-os ao seu estádio primário, guiando a consciência do observador a pormenores requintados, enquanto penetra nas várias camadas do imaginário poético.

This film is constructed upon the visual poetry between what you hear and see, and a sensual fluidity that is not based on the cause and effect relationship. It casts away the practicalities and functionalities commonly defined in real-world objects by returning things to their raw state, and guiding the viewer’s awareness to the finer details, while intertwining layers of poetic imagery.


Realização (Direction) Huang Ya-Li
Fotografia (Cinematography) Huang Ya-Li
Montagem (Editing) Huang Ya-Li
Som (Sound) Huang Ya-Li, Hanson Tsai
Producão (Production) Huang Ya-Li

LA RUE
de KONSTANTINOS-ANTONIOS GOUTOS
Alemanha 2012, 7’

Paris. Montmartre, França, 29 de Junho de 2011, 15h17
Numa rua (pouco) comum, pessoas (pouco) comuns, com atitudes (pouco) comuns.
Um jogo muito sério entre quem observa e o que é observado,
Uma crítica à famosa pintura de Balthus, “La Rue” (1933).

paris-montmartre, france, june 29, 2011, 3:17 p.m.
an (un)usual street take of (un)usual people doing (un)usual things
a serious game between observer and observations,
a comment on Balthus famous painting “la rue” (1933).



Realização (Direction)/ Fotografia (Cinematography)/ Som (Sound)/ Producão (Production) Konstantinos-Antonios Goutos

PAULA REGO
de ROGÉRIO TAVEIRA
Portugal 2011, 12’

Entrevista com Paula Rego num banco frio onde a artista desenha uma conversa sobre a vida e a criação com o sol de inverno na face. Este pequeno filme foi produzido para ser apresentado na cerimónia de entrega do Doutoramento Honoris Causa conferido pela Universidade de Lisboa em fevereiro de 2011. A conversa teve lugar na “Casa das Histórias” da artista, em Cascais. Tudo o resto é uma obra feita de sangue.

Interview with Paula Rego on a cold bench. The artist draws a conversation of life and creation with the winter sun on her face. This was a small film produced to be presented in her Honoris Causa in the University of Lisbon in February 2011. The conversation took place in her “Casa das Histórias” in Cascais. Everything else is a body of work made with “blood”.



Realização (Direction)/ Fotografia (Cinematography)/ Montagem (Editing)/ Som (Sound)/ Producão (Production) Rogério Taveira

AKTS (Nude)
de INARA KOLMANE
Lituânia 2009, 26’

Algumas pessoas coleccionam álbuns de família, mas a reconhecida estudiosa de arte Sarmite Sile tira uma fotografia sua, nua, a cada dez anos. Por trás desta série única de fotos de nús que retratam uma vida, está toda a sua história.

Some people collect family albums, but accomplished arts scholar Sarmite Sile takes a nude picture of herself every ten years. Behind this unique series of nude photos that span a lifetime, is her story.



Realização (Direction) Inara Kolmane
Fotografia (Cinematography) Andrejs Verhoustinskis, Uldis Jancis
Montagem (Editing) Janis Juhnevics
Música (Music) Alexei Aigui
Som (Sound) Anrijs Krenbergs
Producão (Production) Janis Juhnevics

RODRIGO ANDRADE E O PRETO
de GABRIEL FACCINI e PEDRO HENRIQUE RISSE
Brasil 2012, 21’

O artista Rodrigo Andrade produz gravuras no ateliê da Fundação Iberê Camargo. Enquanto cria, reflete sobre questões centrais da Arte Contemporânea e da prática artística. Ele revê sua trajetória como artista, o amadurecimento, as crisis. O percurso e os movimentos de sua pintura, se apresentam em um claro paralelo com os processos históricos da Arte Contemporânea e as propostas de novas relações entra obra e espaço.

The artist Rodrigo Andrade develops gravures in the Iberê Camargo Foundation atelier and discusses central questions of Contemporary Art reflected by his artistic trajetory. The course of his work is juxtaposed to the historical movement of painting in relation to space.



Realização (Direction) Gabriel Faccini, Pedro Henrique Risse
Fotografia (Cinematography) Gabriel Faccini, Pedro Henrique Risse, Fernando Hart
Montagem (Editing) Gabriel Faccini, Pedro Henrique Risse
Som (Sound) Marcos Lopes da Silva
Música (Music) Luciano Faccini
Producão (Production) André Farcia
Distribução (Distribution) Verte Filmes

DEZEMBRO 9, 20.00h, Domingo  

A CIDADE ONDE MORO
de PEDRO FERREIRA e SAMANTA CORREIA
Portugal 2012, 8’

A intervenção humana na mutabilidade da cidade e do território, é documentada na análise da zona histórica. Nestes espaços/territórios de carácter social é evidenciada a relacão dos cidadãos com o meio que habitam, a forma como o alteram e nele intervêm. O filme pretende criar um território ficcionado, alcançando uma estética abstracta focada nas cores e texturas explícitas nas fachadas dos edifícios.

Visual reflexion about Oporto’s urban landscape. The human intervention in the mutability of the city and territory, is documented by analyzing the historic zone. In these spaces/territories of social character is evidenced the relation of the citizens with the place where they live, the way how they change it and interact with. The film pretends to create a fictional territory, reaching an abstract aesthetic focused on the colours and textures of the facades of the buildings.


Realização (Direction) Pedro Ferreira, Samanta Correia
Fotografia (Cinematography) Pedro Ferreira
Montagem (Editing) Pedro Ferreira, Samanta Correia
Producão (Production) Pedro Ferreira, Samanta Correia

ARTIFACTS OF THE CITY
de FLORIAN SCHNEIDER
Alemanha 2012, 20’

Bobby (Robert Puleo) é um skateboarder nova iorquino, ambivalente, no limiar da sua carreira profissional. Numa altura em que os seus patrocinadores deixaram de o ajudar, tem de buscar novas direcções. O que o mantém vivo é a sua busca – não apenas de lugares, mas também de “artefactos da cidade”. É por isso que colecciona lixo possuidor de uma certa beleza, que junta em colagens.

Bobby (Robert Puleo) is an ambivalent skateboarder from New York City who is at the edge of his professional career. Being at an age where his sponsors won’t help him anymore to manage his life, he has to go new directions. But what keeps him up is his seeking – not only for spots but also for „artifacts of the city“. He collects garbage that has a certain kind of beauty and arranges them to collages.



Realização (Direction) Florian Schneider
Fotografia (Cinematography) Felix Zenker
Montagem (Editing) Florian Schneider
Som (Sound) Florian Schneider
Música (Music) Johan Hansson
Producão (Production) Florian Schneider

KĀ TEV KLĀJAS, RŪDOLF MING? (How Are You Doing, Rudolf Ming?)
de ROBERTS RUBĪNS
Lituânia 2010, 62’

Rudolf é um jovem de 13 anos, obcecado com cinema. Na verdade, o seu único gosto. Gosta sobretudo de filmes de terror, e usa uma técnica especial para os produzir – desenha cena a cena em longas tiras de papel. Os filmes são mostrados num projector de slides, acompanhados de banda sonora ao vivo. A história de Rudolf ilustra o conflito entre o mundo imaginário de um rapaz e a sociedade em seu redor, em que todos esperam que viva segundo determinadas regras e dogmas. Conseguirá ele fazê-lo? A maior surpresa surge quando o padre local pede a Rudolf que faça um filme para ser mostrado durante a missa.

Rudolf is a 13 year-old boy obsessed with filmmaking. As a matter of fact, it’s the only thing he is really fond of. His main interest is horror films, and he uses a special technique to make them - drawing each shot on long strips of paper. He shows the films on a slide projector with a special live soundtrack. Rudolf’s story illustrates the conflict between the imaginary world of a boy and the society surrounding him, where everybody expects him to live according to certain rules and dogmas. How does he cope with it? The biggest surprise comes when the local priest asks Rudolf to make a film to be played during the service.


Realização (Direction) Roberts Rubīns
Autor (Screenplay) Jānis Kalve
Fotografia (Cinematography) Uldis Jancid
Montagem (Editing) Roberts Rubins
Som (Sound) Anrijs Krenbergs
Música (Music) Andris Vilcāns
Producão (Production) Antra Cilinska, Guna Stahovska

DEZEMBRO 9, 22.00h, Domingo  

YI KAO SHENG (Arts Examinees)
de XU TANG
China 2011, 34’

Nos últimos anos, cada vez mais estudantes do ensino secundário optam pela arte como uma forma de ingresso na universidade. Em parte por interesse, em parte pela pressão do exame de acesso. No meu filme, Yapeng Tang é um examinando de arte. Fez o exame de ingresso à universidade duas vezes. Vamos segui-lo e experienciar a verdade da vida de um examinando de arte. Sorriem ao mundo, com o peso do complexo. Lutam por se imporem na sociedade. Contudo, com o crescente número de estudantes de arte graduados, caminha-se para a saturação. Encontrar um trabalho é cada vez mais difícil. O caminho para a universidade através da arte é, então, uma estrada brilhante ou um beco sem saída?

In recent years, more and more High school students choose learning arts as a way to university, partly for interest, partly for the university entrance exam pressure. In my film, there is an art examinee, called Yapeng Tang. He has attended the university entrance exam for two times. We’ll go behind him to walk into truthful art examinees’ lives. They smile to the world, but they also feel complex. They struggle to stand in the society. However, with batches of arts students graduate from university, the number is gradually saturated. Getting job is becoming more and more difficult. The way to university with art is a bright road or a dead road?



Realização (Direction) Xu Tang
Fotografia (Cinematography) Xu Tang
Montagem (Editing) Haihua Yang & Xu Tang
Som (Sound) Xu Tang
Producão (Production) Xu Tang

KROKODYLE
de STEFANO BESSONI
Itália 2011, 78’

Kaspar Toporski é um jovem cineasta polaco, que em criança se mudou para longe da sua cidade natal. Ansioso por desenvolver os seus projectos cinematográficos, vive numa espera constante por respostas das empresas de produção. Passa o seu tempo a pintar, escrever e a criar o seu próprio mundo imaginário, que parece tornar-se cada vez mais real, a cada dia que passa. Desde a infância que admira crocodilos, que acredita serem as criaturas perfeitas, capazes de controlar a passagem do tempo.
Kaspar partilha os seus pensamentos com Helix, uma jovem fotógrafa, interessada na relação entre a captação das imagens e a morte. Está secretamente apaixonado por ela. Kaspar sai também com Schulz, um misterioso criador de bonecas, obcecado com as teorias da criação e manequins, elaboradas pelo escritor polaco Bruno Schulz, e com Bertold, um companheiro cineasta que nunca superou o fracasso do seu primeiro filme, destruído por uma equipa de produção sem visão.
Como forma de agarrar todas as suas ideias, Kaspar começa a rodar um filme sobre si, uma espécie de caderno cinematográfico, construído a partir de desenhos, fotografias, animações, sons, palavras e música... feito de sonhos e pesadelos.
À medida que o tempo passa, o filme começa a tomar forma, mas Kaspar afasta-se cada vez mais do mundo real, até que se apercebe que ele próprio poderá ser apenas um produto da sua imaginação.

Kaspar Toporski is a young Polish filmmaker who moved far away from his hometown when he was a kid. He is willing to develop his projects in cinema and is in constant wait for answers from production companies. He spends his time drawing, writing and creating his own imaginary world, which seems to be getting more and more real, day by day. He has always admired crocodiles, since he was a child, as he believes them to be perfect creatures, which are able to control the passing of time.
Kaspar shares his thoughts with Helix, a young photographer interested in the relation between death and the capture of images. He is secretly in love with her. Kaspar also hangs out with Schulz, mysterious doll maker who is obsessed with the theories about creation and dummies, elaborated by the Polish writer Bruno Schulz, and with Bertolt, a fellow filmmaker that never got over the failure of his first movie, destroyed by a short-sighted production team.
To pin down his ideas, Kaspar begins shooting a movie about himself, a sort of cinematic sketchbook, made from drawings, pictures, short animations, sounds, words and music...made of dreams and nightmares.
As time goes by, his movie begins taking shape but Kaspar slowly drifts away from the real world, until he eventually realizes that he himself might just be a product of his own imagination.



Realização (Direction) Stefano Bessoni
Fotografia (Cinematography) Ugo Lo Pinto
Montagem (Editing) Linda Taylor
Som (Sound) Giuseppe D’Amato
Música (Music) Za Bùm
Producão (Production) Ivan Cenzi, Francesco Rizzi, Christian Favale, Stefano Bessoni
Distribução (Distribution) Interzone Visions

DEZEMBRO 10, 17.00h, Segunda-Feira  

LABORATÓRIO #6 - BARRO
de MIGUEL GASPAR
Portugal 2012, 15’

Em 2010, Manuel da Bernarda, director criativa da Fábrica São Bernardo situada em Alcobaça, recebe sete artistas plásticos vindos de diferentes áreas artísticas. Dá-lhes total liberdade de trabalho na fábrica para criarem o que quiserem, da forma que entenderem.
O documentário acompanha 9 meses de trabalho do grupo formado por Beatriz Horta Correira, Bela Silva, Graça Pereira Coutinho, Luís Nobre, Maria Pia Oliveira, Miguel Gaspar e Sofia Castro, que desenvolvem voluntariamente experiências, formas, projectos, obras e registo de imagens.
Manuel da Bernarda acredita ser esta uma forma de uma empresa portuguesa se afirmar num mercado global cada vez mais concorrencial.
“Nós, todos os dias nos reinventamos...temos ideias novas...talvez por osmose, passe para a sociedade” afirma Graça Pereira Coutinho.

In 2010, Manuel da Bernarda, creative director of the Fábrica São Bernardo in Alcobaça, welcomes seven sculpturers from different artistic fields. He gives them total freedom in his company to create whatever they want and the way they prefer. The documentary accomplishes during nine months the work of the group consisting of Beatriz Horta Correira, Bela Silva, Graça Pereira Coutinho, Luís Nobre, Maria Pia Oliveira, Miguel Gaspar and Sofia Castro who develop specific experiences, forms, projects, works and documentation. “Every day we are inventing ourselves new...having new ideas...perhaps by osmose, passing to the society”, afirms Graça Pereira Coutinho.



Realização (Direction) Miguel Gaspar
Fotografia (Cinematography) Miguel Gaspar
Montagem (Editing) Miguel Gaspar, Frederico Silva
Som (Sound) Miguel Gaspar
Producão (Production) Miguel Gaspar

TWO TALES OF MODIKHANA
de GOURI PATWARDHAN
Índia 2011, 73’

A pintura de Sudhir Waghmar leva-nos até Modikhana, um típico beco de escravos do antigo acontonamento britânico em Poona. Sem lugar na história mais conhecida de Pune, a narrativa de Waghmare descreve as ricas e intercruzadas camadas sociais e políticas da história de Modikhana. O processo da metamorfose dos intocáveis em “Dalits” e a sua politização sob a sombra de Dr. B. R. Ambedkar vibra fortemente pelos espaços, casas e pessoas em cada uma das suas pinturas. Em contraste, a busca pela forma da sua filha Kranti coloca-a face a face com o ambiente de violência diária em que cresceu. Fá-la questionar as formas possíveis de confrontar esta violência. Os seus esforços em expandir os horizontes da sua experiência pessoal enquanto estudante de arte na América, conduzem-na a uma forma única de expressão. Mantém a sua busca pela forma, tentanto descobrir alternativas criativas de colaborar com a sua comunidade.
As contradições e realidades de Modikhana, uma zona palco de inúmeras transições, são finalmente captadas pelas diferentes e altamente individualistas vozes destes dois artistas.

Sudhir Waghmar’s canvases take us to Modikhana, a typical servants’ back alley of the erstwhile British cantonment in Poona. While it finds no place in the mainstream history of Pune, Waghmare’s narrative reveals the rich and overlapping layers of the social and political history of Modikhana. The process of the untouchables’ metamorphosis into “Dalits” and their politicization under the towering shadow of Dr. B. R. Ambedkar strongly reverberate through the spaces, houses and the people in each of his canvases.
In contrast, his daughter Kranti’s quest for form brings her face to face with the daily violence of the environment in which she grew up. It makes her question the available ways of confronting this violence. Her efforts to expand the horizons of her personal experience as a student of art in America, lead her to an unique way of expression. She continues to search for form, and tries to find creative ways to collaborate with her community.
The contradictions and realities of Modikhana, an area that has seen much transition, are finely captured through the very different and highly individualistic voices of both these artists.



Realização (Direction) Gouri Patwardhan
Fotografia (Cinematography) Sameer Mahajan
Montagem (Editing) Gouri Patwardhan
Som (Sound) Namita Nayak
Producão (Production) Gouri Patwardhan
Distribução (Distribution) Magic Lantern Foundation

DEZEMBRO 10, 19.30h, Segunda-Feira  

LOOTERS OF GOD
de ADOLFO CONTI
Itália 2010, 58’

“As últimas décadas do século XX trouxeram à ribalta uma questão de premente importância mundial: o saque da herança artística e o enorme negócio que este envolve. Um problema gigantesco que ataca o coração da nossa sociedade.
Os ladrões de arte roubam algo muito precioso, gerando um negócio tão grandioso como o tráfico de droga ou de armas. Mas esta é apenas uma parte da questão.
Saquear arte é sinónimo de roubo da nossa memória, da nossa história, de guardá-la num cofre ou colocá-la em colecções em que estas não sejam partilhadas. E, por isso mesmo, destruindo a fonte que alimenta a nossa sociedade.
... Vamos questionar museus que orgulhosamente exibem objectos de origem ilícita, fazendo-os assumirem as suas responsabilidades: porquê manter estas aquisições criminosas? O que pretendem fazer actualmente? Apoiar decisões erradas ou restaurar bens roubados?” (Adolfo Conti)

“The last decades of the 20th century have brought to light a matter of burning importance worldwide: the sacking of artistic heritage and the huge volume of business involved. An enormous problem that strikes at the very core of our society.
Art thieves in fact steal something very precious, generating a huge business on the level of drug trafficking and arms running! But that is only a part.
Sucking art means stealing our memory, our history, to lock them up in a vault or place them in collections where this memory and this history will not be shared. Thus, the sources that nourish our society are destroyed.
...So we will ask these museums which proudly display objects we can prove to be of illicit origin, and make them face up to their responsibillity: why make criminal acquisitions? And what do they intend to do today? Stand by their mistaken decisions, or restore the ill-gotten goods?” (Adolfo Conti)



Realização (Direction) Adolfo Conti
Fotografia (Cinematography) Eugenio Persico
Montagem (Editing) Eugenio Persico
Música (Music) Fabrizio Romano
Producão (Production) Amalia Carandini
Distribução (Distribution) SHK

KARAJAN – DAS ZWEITE LEBEN (Karajan - The Second Life)
de ERIC SCHULZ
Áustria 2012, 53’

“Sem dúvida o músico de maior sucesso no domínio da música clássica – o maestro Herbert von Karajan – trabalhou arduamente para conseguir junto do público uma imagem de génio divino, que supostamente não poderia ser explicado e que até os seus companheiros músicos não conseguiam acompanhar.
Uma vez tido como “mágico”, não se precisava de falar de música quando se falava de Herbert von Karajan. Todos podiam falar de si e da sua genialidade! E, por isso mesmo, a maioria dos filmes sobre si puderam dar-se ao luxo de ignorarem quase por completo as subtilezas da sua arte.
Isto deu-me a ideia que fazer um filme sobre Herbert von Karajan que tentasse ignorar o mais possível a imagem pública, enveredando pela subtilezas da sua arte...” (Eric Schulz)

“Significantly the most successful musician in classical music - conductor Herbert von Karajan - worked very hard to give the general public an image of godlike genius, which supposedly could not be explained and which even his fellow musicians seemingly had not been able to grasp.
Once being established as a “magician”, one did not have to talk about music anymore when one was talking about Herbert von Karajan. Suddenly everybody was able to talk about him and his genius! And of course therefore most of the many films, which have been made about him, can afford to ignore dealing with the subtleties of his art almost completely.
This gave me the idea to make a film about Herbert von Karajan, which tries to ignore his image as far as possible and deals with the subtleties of his art...” (Eric Schulz)



Realização (Direction) Eric Schulz
Fotografia (Cinematography) Fariba Nilchian
Montagem (Editing) Peter Klum
Som (Sound) Zora Butze
Producão (Production) Frank Gerdes, Thomas Niemann

DEZEMBRO 10, 22.00h, Segunda-Feira  

MATKE EDENIIN (A Journey to Eden)
de RAX RINNEKANGAS
Finlândia 2011, 100’

Dois artistas viajam, durante o Inverno, pela conhecida região vinícola de La Rioja, no Norte de Espanha. Um deles, Ignacio – um compositor espanhol de música moderna a residir na Finlândia – sente-se esmagado pela culpa traumática do acidente de carro da sua filha em Helsínquia: ela está em coma e retomará a consciência dentro de dez dias. O outro homem, Comaz – um pintor suíço a viver em Espanha – sofre de bloqueio de artista: o modelo das suas pinturas de mãos anunciou-lhe que não pretende continuar a posar. Ambos viajam a ver pinturas religiosas que retratam mãos humanas, em igrejas e mosteiros, debatendo temas como o conceito de Paraíso, de Dante, e o significado de fé e oração. Finalmente chegam à capela da reconhecida vinha de Remelluri, em La Rioja Alavesa, onde entre 1993-2000 o pintor basco Vicente Ameztoy criou a sua interpretação visual do último momento de felicidade entre Adão e Eva, no Éden. Enquanto admiram a pintura, os viajantes compreendem algo novo e fundamental sobre o significado do perdão. Que lhes dá uma oportunidade de um futuro melhor.

Two artists travelling in winter in the famous La Rioja wine-growing region of Northern Spain. One of the men, Ignacio - a Spanish modern music composer living in Finland - is weighted down by traumatic guilt at his daughter’s car accident in Helsinki: she is in a medical coma and will be returned to consciousness in 10 days. The other man, Comaz - a Swiss painter living in Spain - is suffering from artist’s block; the model for his drawings of hands has announced she no longer wishes to continue. The men go to see religious paintings showing human hands in churches and monasteries and discuss such topics as Dante’s concept of Paradise and the meaning of faith and prayer. They finally end up in the chapel of the renowned Remelluri wine estate at La Rioja Alavesa where in 1993-2000 the Basque painter Vicente Ameztoy created his own visual interpretation of Adam und Eve’s last moment of happiness in Eden. While gazing at the painting, the travellers understand something new and fundamental about the meaning of forgiveness. This gives them a chance for a better future.


Realização (Direction) Rax Rinnekangas
Fotografia (Cinematography) Rax Rinnekangas
Montagem (Editing) Jari Innanen
Som (Sound) Heiki Innanen
Música (Music) Pascal Gaigne
Producão (Production) Rax Rinnekangas, Pako Ruiz
Distribuição (Distribution) Bad Taste Ltd, Sonora Estudios

DEZEMBRO 11, 16.30h, Terça-Feira  


de TIAGO COSTA
Portugal 2012, 19’

Um actor que não consegue esquecer um papel; que ambiciona a fama e o sucesso. Quando o actor deste filme não consegue separar a sua personagem dele próprio e não sabe o que está fazer neste filme que concordou fazer, esta obra perde a sua identidade.

Há uma altura na vida em que todos perguntamos: Quem somos nós? Este filme também o faz.


An actor who cannot forget his role; who favors fame and success. Since the actor of this film is not able to separate his role from himself and doesn’t know what to do in this film he agreed to make, the work looses his identity.

There is a moment in life that all of us ask: Who are we? This film does it, too.



Realização (Direction) Tiago Costa
Fotografia (Cinematography) Tiago Costa
Montagem (Editing) Tiago Costa
Som (Sound) Tiago Costa
Música (Music) E.A.K., Akira Yamaoka, Kayo Dot, Dean & Britta
Producão (Production) Tiago Costa

BEATRIZ GONZÁLEZ ¿POR QUÉ LLORA SI YA REÍ?
(Beatriz González, Why Are You Crying?)
de DIEGO GARCÍA-MORENO
Colômbia 2010, 77’

O que aconteceu à pintora Beatriz González, cujo trabalho irónico tanto nos fez rir, que a levou a pintar um auto-retrato, nua em lágrimas?
Passei os últimos três anos a seguir o seu trabalho, enquanto esteve envolvida no projecto “Auras Anónimas”, um projecto monumental de nove mil coberturas de mausoléus no abandonado Cemitério Central de Bogotá, em busca dessa resposta. O documentário que daí resultou releva a trajectória de um corpo de trabalho desenvolvido em paralelo com uma nação a afundar-se em tragédia.

What happened to the painter Beatriz González whose ironic works so often made us laugh, to lead her to paint a self-portrait of herself, naked and in tears?
I spent the last 3 years following her as she worked on her “Auras Anonymous” project, a monumental work involving 9,000 mausoleum plaques in Bogota’s abandoned Central Cemetery, in hope for answering that question. The resulting documentary reveals the trajectory of a body of work that developed alongside a nation steadily sinking into tragedy.


Realização (Direction) Diego García-Moreno
Fotografia (Cinematography) Sergio y Diego García
Montagem (Editing) Sebastián Hernández
Som (Sound) Diego García
Música (Music) Sally Station, Sebastián Hernández
Producão (Production) Diego García-Moreno
Distribução (Distribution) Lamaraca Producciones

DEZEMBRO 11, 19.00h, Terça-Feira  

© Francois Reumont

PHILIP ROTH - SANS COMPLEXE
de WILLIAM KAREL e LIVIA MANERA
França 2011, 52’

Sem reclamações.
Passámos sete dias com Philip Roth – em Nova Iorque, onde vive, e na sua propriedade, no coração das florestas de Connecticut, onde escreveu várias novelas. Filmámo-lo em casa e no trabalho, nas ruas de Nova Iorque e no campo. Mas, acima de tudo – deixámo-lo falar. E falou, confiando em nós como nunca antes, deixando-nos entrar no seu círculo mais restrito, onde encontrámos Mia Farrow, uma amiga de longa data que serviu de inspiração ao seu novo romance, Nemesis. Roth falou da sua família, das suas fantasias, das suas obsessões. O humor judaico, o terramoto do sexo, o amor, os escritores que admira, a fama, o envelhecimento, a doença, a impotência e a morte – enquanto nos lia das suas próprias obras.
O último grande ícone da literatura americana, Philip Roth, surge como uma figura fascinante, perturbadora e perturbante, enquanto escritor. Desde O Complexo de Portnoy, o seu primeiro sucesso literário, aos seus últimos trabalhos, tem pintado um retrato sem compromissos da sociedade – uma sociedade da qual se retirou para auto-preservação. Mostrando-se pela primeira vez aqui, aos 78 anos, continua vivo e de boa saúde – o eterno charmoso, de humor requintado... e cheio de surpresas!

No complaint.
We spent seven days with Philip Roth – in New York where he lives, and in his estate in the heart of Connecticut Woodlands where he wrote several of his novels. We filmed him at home and at work, in the streets of New York and in the countryside.
But mostly – we let him talk. And talk he did, confiding in us like never before, allowing us into his inner circle where we met the likes of Mia Farrow, a longtime friend who inspired part of his new novel, Nemesis. He spoke of his family, his fantasies, his obsessions, Jewish humor, the turmoil of sex, love, the writers he admired, fame, depression, old age, illness, impotence and death – all the while reading to us from his own books.
The last giant icon of American literature, Philip Roth cuts a fascinating, disrupting, indeed disturbing, figure as a writer. From Portnoy’s Complaint, his first literary success, to his latest works, he has painted an uncompromising picture of society – a society from which he has retired for self-preservation. Revealing himself here for the very first time at age 78, the great man is very much alive and kicking – a man of charm, exquisitely funny… and full of surprises!



Realização (Direction) William Karel, Livia Manera
Fotografia (Cinematography) François Reumont
Montagem (Editing) Stéphanie Mahet
Som (Sound) Theo Caris
Producão (Production) Fabienne Servan Schreiber, Lucie Pastor
Distribução (Distribution) Cinétévé

AI WEIWEI, WITHOUT FEAR OR FAVOUR
de MATTHEW SPRINGFORD
UK 2010, 55’

Arquitecto, fotógrafo, curador e bloger, Ai Weiwei é o artista contemporâneao chinês mais famoso e politicamente falado. Este filme explora a história da sua vida e arte, e demonstra como o mais corajoso e determinado dos artistas continua a lutar pela liberdade de expressão artística, apesar de viver sob a sombra restritiva das regras autoritárias.

Architect, photographer, curator and bloger, Ai Weiwei is China’s most famous and politically outspoken contemporary artist. This films explores the story of Ai Weiwei’s life and art, and reveals how the most courageous and determined of artists continues to fight for artistic freedom of expression while living under the restrictive shadows of authoritarian rule.


Realização (Direction) Matthew Springford
Fotografia (Cinematography) Will Edwards, Curtis Rodda
Montagem (Editing) John McAvoy
Som (Sound) various
Música (Music) John Hardy
Producão (Production) Matthew Springford
Distribução (Distribution) BBC

DEZEMBRO 11, 21.00h, Terça-Feira  

BIPOLAR
de TIAGO COSTA
Portugal 2012, 5’

Aquele com comportamento oscilante entre dois polos. Depressão e euforia. Lazer e trabalho. Realidade e ficção. Documentário e videoclip.
A linha que separa ambos os extremos nem sempre é tão visível e este documentário ousa serpentear pelas linhas paralelas, até que se encontrem na linha do horizonte.

Those with attitudes oscillating between two poles. Depression and euphoria. Leisure and work. Reality and fiction. Documentary and videoclip.
The line which separates both extremes is not always very visible, and this documentary dares to wriggle between parallel lines until they eventually meet at the skyline.



Realização (Direction) Tiago Costa
Fotografia (Cinematography) Tiago Costa
Montagem (Editing) Tiago Costa
Som (Sound) Tiago Costa
Música (Music) E.A.K.
Producão (Production) ESTA

SOUNDBREAKER
de KIMMO KOSKELA
Finlândia 2011, 86’

O relato de infância inexpressivo da explosão de um sapo e, mais tarde, do nascimento de um vitelo, moldam o perfil emocional de Soundbreaker, o filme/documentário de Kimmo Koskela sobre Kimmo Pohjonen, um iconoclasta e lenda de acordeão finlandês. Na sequência inicial, quando caímos por um buraco no gelo com o artista, penetramos num mundo de pura satisfação. Desdobre tudo o que sempre imaginou sobre este instrumento. Foi inventada uma nova definição de acordeão para o site Wikipedia! Sons extraordinários explodem deste instrumento pessoal electrizante. Usando apenas o acordeão, a voz, amostras e efeitos, a música de Pohjonen transcende todos os estilos musicais, culminando numa composição tocada com o mundiamente conhecido Quarteto Kronos. As suas actuações relembram a violência dos gladiadores romanos e o castigo dos monges medievais. O filme é uma jornada de um artista excepcional preso às mais básicas verdades humanas.

The deadpan recounting from childhood of the explosive death of a frog, and later the miraculous birth of a calf in breech, shape the emotional bookends of SOUNDBREAKER, Kimmo Koskela’s rock doc feature film of Finnish accordion legend and iconoclast, Kimmo Pohjonen. In the opening sequence, as we drop through a winter icy hole along with the artist, we enter a world of pure exhilaration. Fold away all thoughts you have ever heard about this instrument. A new Wikipedia entry for accordion just got invented! Extraordinary sounds explode from his custom-made electrified instrument. Using only accordion, voice, samples and effects, Pohjonen’s music transcends all musical genres all the way to a composition performed wih the world famous Kronos Quartet. His performances are reminiscent of the violence of Roman gladiators and the castigation of medieval monks. The film is a journey of an exceptional artists grounded in basic human truths.



Realização (Direction) Kimmo Koskela
Fotografia (Cinematography) Kimmo Koskela
Montagem (Editing) Kimmo Koskela, Jani Ahlstedt, Akke Eklund
Som (Sound) Heikki Savolainen
Música (Music) Kimmo Pohjonen
Producão (Production) Kimmo Koskela, Klaus Heydemann
Distribucão (Distribution) Nonstop Sales

DEZEMBRO 11, 23.00h, Terça-Feira CEREMONÍA DE ENTREGA DOS PRÉMIOS

Place of Event:

Museu Nacional de História Natural e da Ciência
Auditório Aurélio Quintanilha
Rua da Escola Politécnica, 56
LISBOA/LISBON - Portugal

Entrada livre / Free Entrance • Filmes legendados em português (English and Portuguese subtitles)

Direcção e Programação: Rajele Jain
Jurí: Teresa Prata (Berlim), John Klima (Lisboa/Nova York), Rita Caldeira (Lisboa), Diana Guerreiro (Lisboa) e António Maria Dente (Lisboa).
Traduções: Sara Fonseca
Legendas: Paulo Monte
Projecção: Eduardo Vij

Apoio: Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Teatro Praga, Vipulamati:Ample Intelligence Associação, Goethe-Institut Lisboa

Agradecimentos especiais: Anton, Dona Amélia Almeida, Eduardo Vij, Joachim Bernauer, Luís Alves de Matos, Kazike, Mumtaz, Namalimba Coelho, Paulo Montes, Pedro Santiago Cal, Sara Fonseca, Sergio Parreira, Teresa Prata, Uwe Rachow, Zambeze Almeida, Zé Grande