PRÉMIO DE CINEMA para FILMES SOBRE ARTE - PORTUGAL 2011

FILM AWARD for FILMS ON ART - PORTUGAL 2011

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JURY 2011:

Alexandre Rendeiro (Portugal), Catarina Lino (Portugal), Fernando Fadigas (Portugal), Mafalda Relvas (Portugal), Kersti Uibo (Londres)

 

PARABENS - CONGRATULATIONS TO:

TEMPS D'IMAGES PRÉMIO DE CINEMA para FILMES SOBRE ARTE - o melhor filme (2000 €)
A ARCA DO ÉDEN de MARCELO FELIX, Portugal 2011


TEMPS D'IMAGES PRÉMIO DE CINEMA para FILMES SOBRE ARTE - o melhor filme Português (1500 €)
LUZ TEIMOSA de LUÍS ALVES DE MATOS, Portugal 2010


TEMPS D'IMAGES PRÉMIO DE CINEMA para o filme que reflicta a importância das artes na sociedade da forma mais original (1500 €)
THE REACH OF RESONANCE de STEVE ELKINS, EUA 2010


TEMPS D'IMAGES PRÉMIO DE CINEMA para FILMES SOBRE ARTE - Menção Honrosa
MAMA TATA BOG I SZATAN de Pawel Jozwiak-Rodan, Polónia 2009


TEMPS D'IMAGES PRÉMIO DE CINEMA para FILMES SOBRE ARTE - Menção Honrosa
ALBERTO CANEIRO: 3 de ROGÉRIO TAVEIRA, Portugal 2011

 

 

2011
(For English please scroll down)


Novembro 14 - 18, 15h - 22h
Auditório da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa • Largo da Academia Nacional de Belas-Artes • Lisboa
Entrada livre / Free Entrance


PRÉMIO TEMPS D'IMAGES para FILMES SOBRE ARTE

NINGUÉM MAIS

Um artista é alguém que produz declarações em seu próprio nome, para debate público. Que grande risco!

Todas as outras pessoas falam por conta e a coberto de um partido político, de uma organização económica, de um banco, de uma instituição científica, de uma associação, de uma igreja, de um museu, de um ministério, de um editor, como pai, mãe, professor, sociólogo, economista, médico, advogado, perito…
… sempre investidas desse poder institucional que implica que os outros são forçados a ouvir as suas opiniões ou propostas.

Sempre atendidas pela audiência no pressuposto de que se alguém fala «em nome de…», alguma verdade há-de ter, e ainda que a não tenha, não nos é permitido ignorá-la.

Um artista não foi investido de qualquer poder que obrigue os outros a reparar nas suas pesquisas. Certamente o artista se empenhará no seu trabalho com a maior dedicação, para que os outros sintam interesse. Mas isso depende inteiramente deles.

Só comunicando com o artista, ou com o que ele pôs ao nosso dispor, conseguimos viver a nossa própria realidade de uma forma diferente – sem manipulações. Estamos a falar de mundos sem barreiras erguidas pelo controle das forças sociais, mas de abordagens individuais aos enigmas e possibilidades do mundo.

Comunicar com um artista é como viajar por mundos desconhecidos. Este ano, 35 realizadores de todo o mundo trabalharam afincadamente para vos abrir uma porta para novos universos, mostrando como fazem. Convidam-vos a comunicar com cerca de 40 artistas.

A que mundos iremos dar?

Isso, como já disse, depende inteiramente de voces.

NO ONE ELSE

An artist is a person who puts statements to public discussion in his very own name. What a risk.

Everybody else talks on behalf and with the help of a political party, an economic organisation, a bank, a scientific institution, an association, a church, a museum, a ministry, an editor,
as a parent, teacher, sociologist, economist, medical doctor, lawyer, expert - always equipped with this institutional power which implicates that others are forced to listen to their opinions or proposals.

Always received by the audience with the prejudice that if one can speaks “in the name of” - there must be a truth in it - or if not - at least you are not allowed to disregard it.

An artist does not have any power in his back which obliges others to notice his researchs. Sure, he will give all his best through most possible dedication to his work so that others might be interested. But this depends entirely on them.

Only if you communicate with an artist or what he has left for you, you can experience your own reality in a different way - beyond manipulation. We are talking here about worlds without borders built by the control of social forces, we are talking about individual approaches to the enigmas and possibilities of the world.

A communication with an artist is a journey to the unknown. This year, 35 dedicated film makers from countries worldwide offer you their help to enter new universes by showing you how they did it. They are inviting you to communicate with almost 40 artists.

Nobody knows where this can lead to.

Just as I said - this depends entirely on you.

Rajele Jain, Outubro 2011

STARRING (in order of appearance):

Eduardo Sued, Carlos Vergara, Beatriz Milhares, Cildo Meireles, Tunga, Ernesto Neto, Augusto Canedo,

Niki de Saint Phalle, Jean Tinguely, Piet Mondrian, Valentin Stavov, Nelly Shevenusheva, Noboru Kawazoe,

Kiyoshi Awazu, Kiyonori Kikutake, Kisho Kurokawa, Fumihiko Maki, Masato Otaka, Gonçalo Pena, Miya Masaoka,

John Rose, John Luther Adams, Bob Ostertag, Kronos Quartet, 59 Rivoli, William Kentridge, Alberto Caneiro,

Chantal Akermann, Koop, Ana Vieira, Uwe Lindau, João Lopes Marques, Mark Lewis,

João Ricardo de Barros Oliveira, Fernando Lemos, Gil Maddalena, um Shaman, um Cowboy,

Mário Pedrosa, Harumi Klossowska, Francesco Bronze

IN:

arte plástica, architectura, dança, performance, teatro, cinema, música, música classica,

sonoplastia, comic, arte critica, jewelry design, documentário, vídeo arte, pintura, fotografía, media arte...

 

download catalogue 2011

NOVEMBRO 14, 15h  

MAMA TATA BOG I SZATAN (My Mum Dad God And Satan)
Pawel Jozwiak-Rodan
Polónia 2009, 40'

Este filme é a história do realizador sobre a sua família mais chegada: os seus pais divorciados. A sua mãe foi uma cantora; agora é uma fiel seguidora da Rádio Maryja. O pai, que luta contra anticlericais e liberais, é autor de livros eróticos e pornográficos, um dos quais – Okolice porno shopu – tornou-se um símbolo da sua grafomania, ou necessidade em escrever e ver o seu nome impresso. O realizador encontra-se algures entre estas duas vidas opostas dos seus pais. Tenta investigar como duas pessoas tão diferentes puderam amar-se e viver juntas. Usando a sua própria vida como exemplo, o realizador constrói a metáfora da Polónia contemporânea, o estado que se tornou após 1989.

The film is the director’s story about his closest family - his divorced parents. His mother was once a singer; now she is a committed follower of the Radio Maryja. His father, who fights anticlericals and liberals, is an author of erotic and pornographic books, one of which - Okolice porno shopu - has become a symbol of his graphomania, or urge to write and see his name in print.The director is somewhere between the two extreme life views exhibited by his parents. He tries to investigate how could two such different people could love each other and live together. Using his own life as an example, the director constructs a metaphor of contemporary Poland, the state that was torn after 1989.

Realização (Direction) Pawel Jozwiak-Rodan
Fotografía (Cinematography) Pawel Jozwiak-Rodan
Montagem (Editing) Tymek Wiskirski
Som (Sound) Jakub Sarwas
Música (Music) Jakub Sarwas
Produção (Production) Pawel Jozwiak-Rodan

A OBRA DE ARTE (The Work of Art)
Marcos Ribeiro
Brasil 2009, 71'

A Obra de Arte é um documentário longa- metragem sobre a criação artística, com 7 dos principais artistas plásticos do Brasil :
Eduardo Sued, Carlos Vergara, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Waltércio Caldas, Tunga e Ernesto Neto.
Como nascem e prosperam as obras de arte? O que são obras de arte?
Em visitas aos ateliés dos artistas plásticos citados, o diretor colheu depoimentos, imagens, perfomaces, gentilezas e surpresas em filmagens inesquecíveis.
O documentário revela a descoberta do mundo das artes plásticas pelo diretor, e como este mundo pode ser entendido e apreciado por todos.

THE WORK OF ART is a feature-length documentary about the process of artistic creation, focusing on seven outstanding Brazilian artists: Eduardo Sued, Carlos Vergara, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Waltércio Caldas, Tunga and Ernesto Neto.
How is a work of art born? How does it come to fruition? After all, what constitutes a work of art?
While visiting the studios of these seven artists, director Marcos Ribeiro captured statements, images, performances, surprises and gestures of kindness in hours of unforgettable footage.
The documentary unfolds as the director discovers the world of art and how it can be understood and appreciated by everyone.

Realização (Direction) Marcos Ribeiro
Fotografía (Cinematography) Manuel Águas
Montagem (Editing) Marcos Ribeiro
Som (Sound) Marco Coelho
Música (Music) Antonio Saraiva
Produção (Production) TV Imaginária Produções Ltda

NOVEMBRO 14, 17.30h  

NIKI DE SAINT PHALLE & JEAN TINGUELY - LES BONNIE AND CLYDE DE L'ART (Niki de Saint Phalle & Jean Tinguely - The Bonnie and Clyde of Art)
Louise FAURE & Anne JULIEN
França 2010, 55'

Um homem e uma mulher, dois artistas e uma história de amor que começa nos anos 50, em Paris, que durará até ao fim das suas vidas, até ao final do século. O filme conta-nos a fantástica história de amor entre NIKI DE SAINT PHALLE e JEAN TINGUELY, dois famosos escultores, ícones do séc. XX. Juntos, não tiveram filhos mas criaram esculturas monumentais por todo o mundo. Totens – para fazer as pessoas felizes – disse Niki.
Um filme único.

A man and a woman, two artists and a love story that starts in the 50’s in Paris, that will last until the end of theirs lives, until the end of the century. The film tells us the fantastic love story between NIKI DE SAINT PHALLE and JEAN TINGUELY two world famous sculptors, icons of the 20th C. Together, they did not have children but created monumental sculptures, everywhere in the world. Totems - to make people happy - said Niki. A unique film.

Realização (Direction) Louise Faure e Anne Julien
Fotografía (Cinematography) François de la Patelliere, Marc Riddley, Louise Faure
Montagem (Editing) Claudine Dupont
Som (Sound) Aurélie Valentin
Música (Music) Louis Sclavis
Produção (Production) Zorn Production International

DANS L'ATELIER DE MONDRIAN (In Mondrian's Studio)
François Lévy Kuentz
França 2010, 52'

Acompanhamos a vida e obra de Mondrian, pintor holandês cujo trabalho é um marco decisivo na história da pintura moderna. Influenciado inicialmente pelo Cubismo, Mondrian inventa no início dos anos 20, do século passado, uma linguagem universal a partir de novas formas geométricas e de cores primárias. Com Kandinsky e Malevicht é um dos pioneiros da pura abstração, inovador, que largamente influenciou a arte no séc. XX.

We follow Mondrian’s life and work, Dutch painter with whom the work marks a decisive bend in the history of the modern painting. At first influenced by the Cubism, Mondrian invents at the beginning of the 20s a universal language from new geometrical forms and from primary colors. With Kandinsky and Malevitch, it is one of the pioneers of the pure abstraction, running (roaming) innovator who widely influenced the art of the XXth century.

Realização (Direction) François Lévy Kuentz
Fotografía (Cinematography) René Hejnen NSC
Montagem (Editing) Stéphane Huter
Som (Sound) Jacques Guillot
Produção (Production) Cinétévé e Centre Pompidou

NOVEMBRO 14, 20h  

ODEON: EL TIEMPO SUSPENDIDO (ODEON: TIME STOOD STILL)
Jo Graell
Espanha 2010, 29'

O cinema Odeon talvez seja o único sítio no mundo onde cada sessão é única.
Valentin Stavov (71 anos) revive cada filme clássico através da sua música e letras originais. Nelly Shevenusheva (84 anos) contribui igualmente interpretando diretamente os filmes com uma sugestiva voz vinda dos bastidores. O desenvolvimento tecnológico nunca substituirá as sensações e emoções desta “arte do momento” onde nada mudou nos últimos 30 anos.

The Odeon cinema may be the only place in the world where each session is unique. Valentin Stavov (71 years old) brings to life each classic film through original music and compositions. Nelly Shevenusheva (84 years old) also contributes interpreting directly the films with a suggestive voice coming from the back of the room. The technological relay will never replace the feelings and emotions of this ’art of the moment’ where nothing has changed in 30 years.

Realização (Direction) Jo Graell
Fotografía (Cinematography) Natalia Regás
Montagem (Editing) Eloi Tomás
Música (Music) Aritz Villodas
Distribução (Distribution) Promofest

NAKAGIN CAPSULE TOWER: Japanese Metabolist Landmark on the Edge of Destruction
Rima Yamazaki
EUA 2010, 58'

Metabolismo é o primeiro movimento de arquitetura japonês após a 2ª Guerra Mundial, manifestado em 1960 por Noboru Kawazoe, crítico de arquitetura, e cinco arquitetos: Kiyoshi Awazu, Kiyonori Kikutake, Kisho Kurokawa, Fumihiko Maki e Masato Otaka. Eles perspetivaram uma nova direção para a arquitetura e urbanismo japoneses. Criaram vários planos de arquitetura e urbanismo com estruturas grandes, flexíveis e expansíveis. O Nakagin Capsule Tower é um raro exemplo edificado/construído do Metabolismo.
Mapeando a história da arquitetura japonesa pós-guerra e analizando as características da Nakagin Capsule Tower, este documentário, filmado em 2010 examina o significado de preservação e demolição de vários pontos de vista. Porque necessitamos de preservar um edifício? Quais são as dificuldades de conservação? É a demolição uma tragédia ou um fenómeno natural para a arquitetura moderna?

Metabolism is the first Japanese architecture movement after the World War II, manifested in 1960 by Noboru Kawazoe, architecture critic, and the five architects, Kiyoshi Awazu, Kiyonori Kikutake, Kisho Kurokawa, Fumihiko Maki, and Masato Otaka. They envisioned a new direction for future Japanese architecture and urbanism. They created various architecture and urban plans with large, flexible and expandable structures. The Nakagin Capsule Tower is a rare built example of Metabolism.
Tracing the history of postwar Japanese architecture and reviewing the characteristics of the Nakagin Capsule Tower, this documentary, filmed in 2010, examines the meaning of preservation and demolition from various points of view. Why do we need to preserve a building? What are the difficulties of preservation? Is demolition a tragedy or a natural phenomenon for modern architecture?

Realização (Direction) Rima Yamazaki
Fotografía (Cinematography) Rima Yamazaki
Montagem (Editing) Rima Yamazaki
Som (Sound) Rima Yamazaki
Produção (Production) Michael Blackwood Productions Inc.

NOVEMBRO 15, 15h  

LONGE NO TEMPO (Ageing)
Beatriz Tomaz
Portugal 2011, 61'

Será comum afirmar que a sociedade contemporânea está envelhecida. Será também comum apresentar este pensamento num tom apreensivo e dramático. Mas além de uma preocupação relacionada com uma baixa natalidade, não será também dramática a não percepção de que o envelhecimento não é apenas parte integrante de um ciclo final da vida, mas uma continuidade que acontece desde o dia em que somos formados?

AGEING is a documentary film about getting old, about ways it can be thought, felt and transformed into. Looking into ageing as process, maturescence, and path, where dance enables creativity and artistic creation. Ageing, a three-tempos experience, with a common esthetic discourse.

Realização (Direction) Beatriz Tomaz
Fotografía (Cinematography) Beatriz Tomaz, André Dinis Carrilho, Graça Castanheira
Montagem (Editing) Beatriz Tomaz, Levi Martins
Som (Sound) Levi Martins
Produção (Production) Pop Films

MBAMBU AND THE MOUNTAINS OF THE MOON
Lucian Muntean e Natasa Muntean
Serbia 2011, 50'

Esta é a história de Mbambu, uma rapariga de 16 anos da aldeia de Kilembe, aos pés das Montanhas Rwenzori no Uganda, que quer ser a primeira na sua família a completar o ensino secundário.
Mbambu é um membro fiel do grupo de teatro amador local, um grupo de gente nova gerido pelo entusiasmo e ambição artística que com a sua arte e atuações temáticas, criadas por eles próprios, trabalham na educação do povo na região. As suas performances falam sobre os inconvenientes da caça, a desigualdade de direitos da mulher, a importância da educação, e a necessidade de preservação ambiental.
O filme culmina quando o Grupo de Teatro de Kilembe faz uma performance ao vivo sobre os inconvenientes da caça numa vila distante, onde a maioria dos homens está envolvida em caça e comércio de madeira ilegais, para extremo deleite da audiência.

This is the story of Mbambu, a 16-year-old girl from the village of Kilembe, at the foot of the Rwenzori Mountains in Uganda, who wants to be the first in her family to complete secondary school.
Mbambu is a faithful member of the local amateur drama group, a group of young people governed by enthusiasm and artistic ambition that with their art and thematic performances, which they create themselves, work on educating people in the region. Their performances talk about the drawbacks of poaching, unequal rights of women, importance of education, and the need for environment preservation.
The film culminates when Kilembe Drama Group gives a live performance of the play about drawbacks of poaching in a far away village where the majority of men are involved in illegal hunting and logging, to the overall delight of the numerous inhabitants in the audience.

Realização (Direction) Lucian Muntean e Natasa Muntean
Fotografía (Cinematography) Lucian Muntean
Montagem (Editing) Natasa Muntean
Som (Sound) Rada Danilovic
Música (Music) Albert Bisaso Ssempeke
Produção (Production) LUNAM DOCS

NOVEMBRO 15, 17.30h  

LES MYSTÈRES DE PARIS I
konstantinos-antonios goutos / the[video]Flâneu®
Alemanha 2011, 2'

the first p.art of a new paris.made [video]series
with the title: les mystères de paris*

a ko.incidental documentary take, an (un)usual moment
taken on june 26, 2011 at 2 p.m.
with a normal digital video apparatus
without tripod - without camera moves - without zooming
without special lighting - without extra microphone - without effects
the sound and the length of the shooting are the original
there are no cuts in the scene

*The Mysteries of Paris (French: Les Mystères de Paris) is a novel by Eugène Sue which was published serially in Journal des débats from June 19, 1842 until October 15, 1843.

Realização (Direction) Konstantinos-Antonios Goutos
Fotografía (Cinematography) Konstantinos-Antonios Goutos
Produção (Production) Konstantinos-Antonios Goutos

ATELIER
Susana Nascimento Duarte
Portugal 2011, 84'

Documentário sobre o atelier do pintor Gonçalo Pena e o modo como este espaço se confunde com o seu trabalho, revelando uma ocupação que se reparte entre os momentos solitários e silenciosos dedicados à pintura e os momentos partilhados dedicados às conversas com todos os que o visitam.

The atelier of the painter Gonçalo Pena merges into his work. The space’s occupation is divided between the solitary and silent moments devoted to painting and the shared moments devoted to conversations with all those who visit him.

Realização (Direction) Susana Nascimento Duarte
Fotografía (Cinematography) Susana Nascimento Duarte
Montagem (Editing) Susana Nascimento Duarte, Luísa Homen
Som (Sound) Susana Nascimento Duarte, Nuno Morão, Tiago Matos
Produção (Production) Terratreme

NOVEMBRO 15, 20h  

THE REACH OF RESONANCE
Steve Elkins
EUA 2010, 101'

“O Alcance da Ressonância” justapõem as trajetórias criativas de quatro músicos de diferentes partes do mundo usando a música para investigações pouco usuais. Entre eles está Miya Masaoka, usando música para interagir com insetos e plantas; Jon Rose, utilizando um arco de violino para transformar cercas em instrumentos musicais em zonas de conflito, desde o interior australiano à Palestina; John Luther Adams traduzindo o fenómeno geofísico do Alasca em música; e Bob Ostertag, que explora acontecimentos sócio-políticos através de processos tão diversos como transcrição de um motim num quarteto de cordas, e criando cinema real com lixo.

’The Reach Of Resonance’ juxtaposes the creative paths of four musicians from different parts of the world using music for very unusual investigations. Among them are Miya Masaoka using music to interact with insects and plants; Jon Rose, utilizing a violin bow to turn fences into musical instruments in conflict zones ranging from the Australian outback to Palestine; John Luther Adams translating the geophysical phenomena of Alaska into music; and Bob Ostertag, who explores global socio-political issues through processes as diverse as transcribing a riot into a string quartet, and creating live cinema with garbage.
By contrasting the creative paths of these artists, and an unexpected connection between them by the world renowned Kronos Quartet, the film explores music not as a form of entertainment, career, or even self-expression, but as a tool to develop more deeply meaningful relationships with people and the complexities of the world they live in.

Realização (Direction) Steve Elkins
Fotografía (Cinematography) Steve Elkins
Montagem (Editing) Steve Elkins e David Marks
Som (Sound) Steve Elkins
Música (Music) John Luther Adams, Jon Rose, Miya Masaoka, Bob Ostertag
Produção (Production) Candela Films

NOVEMBRO 16, 15h  

SEO-BU-YEONG-HWA (Western Movie)
Lee Hyung-suk
Coréa de Sul 2010, 9'

Um xerife atravessa um descampado a cavalo
e entra numa vila desvastada por Americanos Nativos.
Há alguns olhos fixos no xerife na cidade .

A sheriff crosses a desolate field on horseback
and enters a village devastated by Native Americans.
There are some eyes fixed on the sheriff in the town.

Realização (Direction) Lee Hyung-suk
Fotografía (Cinematography) Lee Sang-gil
Montagem (Editing) Lee Hyung-suk
Som (Sound) Park Hee-chan
Música (Music) Lee Eun-suk, Sung Hwan
Produção (Production) Kim Tai-yong

LE 59 RIVOLI (59 RIVOLI STREET)
Lech Sczaniecki
Polónia 2010, 46'

Um documentário sobre uma ocupação de artistas de um prédio situado na Rua Rivoli, 59, em Paris, apresentado graças a uma ideia original de Lech Sczaniecki e Klaudia Mughrabi. O filme mostra a criação artística dos ocupantes, baseada nas suas relações pessoais. O filme desenvolve-se a partir de uma reunião dos artistas ocupantes. Os problemas diários servem de pretexto para se descobrirem. A co-habitação inspira, mas pode ser igualmente uma fonte de mal-entendidos.

A documentary movie on an artists’ squat situated at 59 Rivoli street in Paris introduced thanks to an original idea by Lech Sczaniecki and Klaudia Mughrabi. The movie shows the artistic creation of the squat’s inhabitants, on the basis of their relationships. The film revolves around an organization meeting between the artists. The daily problems serve as pretext to find out more about them. Cohabitation inspires but can also be a source of misunderstandings.

Realização (Direction) Lech Sczaniecki
Fotografía (Cinematography) Lech Sczaniecki
Montagem (Editing) Lech Sczaniecki
Som (Sound) Wlodzimerz Pietuszko
Produção (Production) FILM-&-VID

WILLIAM KENTRIDGE: ANYTHING IS POSSIBLE
Susan Sollins e Charles Atlas
EUA 2010, 54'

“William Kentridge: Qualquer coisa é possível”, dá aos espectadores uma visão íntima do pensamente e processo criativo da William Kentridge, o artista sul africano aclamado pelas seus desenhos em carvão, animações, instalações vídeo, teatro de sombras, teatro de marionetas, tapeçarias, esculpturas, performances ao vivo e óperas fizeram dele um dos mais dinâmicos e excitantes artistas contemporâneos em atividade.
No filme, Kentridge fala sobre como a sua história pessoal, de um Sul Africano branco de herança judaica influenciou os temas recorrentes no seu trabalho – incluindo opressão violenta, luta de classes, e hierarquias sociais e políticas. Adicionalmente, Kentridge discute o seu experimentalismo com “máquinas que te dizem como deves parecer” e como o mecanismo global da visão é uma metáfora para “a agência que temos, quer gostemos quer não, para dar sentido ao mundo”.
O absurdo, explica já no final do documentário, “é de facto uma forma apurada e produtiva de compreender o mundo. Porque estaremos interessados em eliminar a história impossível? Porque, como disse Gogol, de facto o impossível é o que acontece a todo o tempo.”

William Kentridge: Anything Is Possible’ gives viewers an intimate look into the mind and creative process of William Kentridge, the South African artist whose acclaimed charcoal drawings, animations, video installations, shadow plays, mechanical puppets, tapestries, sculptures, live performance pieces, and operas have made him one of the most dynamic and exciting contemporary artists working today.
In the film, Kentridge talks about how his personal history as a white South African of Jewish heritage has informed recurring themes in his work - including violent oppression, class struggle, and social and political hierarchies. Additionally, Kentridge discusses his experiments with “machines that tell you what it is to look” and how the very mechanism of vision is a metaphor for “the agency we have, whether we like it or not, to make sense of the world.”
The absurdism, he explains in the documentary’s closing, “is in fact an accurate and a productive way of understanding the world. Why should we be interested in a clearly impossible story? Because, as Gogol says, in fact the impossible is what happens all the time.”

Realização (Direction) Susan Sollins e Charles Atlas
Fotografía (Cinematography) Bob Elfstrom, Joel Shapiro
Montagem (Editing) Mark Sutton, Mary Ann Toman
Som (Sound) Tom Bergin, Ray Day, Justin Matley, Patrick Mullins, Roger Phenix, Mark Roy, Merce Wiliams
Música (Music) Dmitri Schostakowitsch, Alfred Makgalemele
Produção (Production) Art21

NOVEMBRO 16, 17.30h  

ALBERTO CANEIRO: 3
Rogério Taveira
Portugal 2011, 50'

Munido de uma câmara persistente, quis ver como trabalhava o artista Alberto Carneiro. Como se comportaria um alquimista de árvores no seu próprio espaço de criação? Qual o som da sua oficina? Todas as minhas projecções morreram no contacto com uma abordagem artística construída ao longo de mais de 60 anos. Este filme nasce desse confronto.

Carrying a persistent camera, I wanted to see how the artist Alberto
Carneiro worked. How would an alchemist of trees behave in its own space of
creation? What was the sound of his workshop? All my projections died in
contact with an artistic approach of 60 years. This film is made of that
confrontation.

Realização (Direction) Rogério Taveira
Fotografía (Cinematography) Rogério Taveira
Montagem (Editing) Rogério Taveira
Som (Sound) Rogério Taveira

CHANTAL AKERMAN - De Cá
Gustavo Beck
Brasil 2010, 61'

Um vídeo de entrevista com a prestigiada cineasta belga Chantal Akerman sobre seu trabalho, cinema e vida. 

An interview video with the prestigious belgian filmmaker Chantal Akerman about her work, cinema and life.

Realização (Direction) Gustavo Beck
Fotografía (Cinematography) João Atala
Montagem (Editing) Abdré Mielnik
Som (Sound) Eduardo Psilva
Produção (Production) Filmes Do Beck & Enquadramento Produções

NOVEMBRO 16, 20h  

KOOP
Katherine Knight
Canada 2011, 47'

Wanda Koop mostra-nos o que nos escapou da primeira vez, o que permanece escondido, e que nos questiona como e o que vemos. Nomeada pela Time Magazine como uma das artistas mais importantes do Canadá, a pintora Wanda Koop prepara-se para duas retrospetivas de carreira. Partindo do princípios do seu ateliê, ela embarca numa viagem num cargueiro.
Esboços, fotografias e momentos de observação depressa levam a um novo conjunto de pinturas espantosas e ao interior do processo criativo.

Painter Wanda Koop shows us what we missed the first time, what remains hidden, and makes us question how and what we see. Named by Time Magazine as one of Canada’s best artists, painter Wanda Koop is preparing for two career retrospectives. Breaking from the demands of her studio, she embarks on a journey by freighter boat. Sketches, photographs and moments of observation soon lead to a new group of astonishing paintings and insight into creative process.

Realização (Direction) Katherine Knight
Fotografía (Cinematography) Marcia Connolly
Montagem (Editing) Jared Raab
Som (Sound) Alan Geldart
Música (Music) Sam Shalabi
Produção (Production) Site Media Inc., David Craig

ANA VIEIRA... E O QUE NAO É VISTO
Jorge Silva Melo
Portugal 2011, 60'

Ana Vieira expõe desde 1965. É insólito o seu lugar na arte portuguesa: trabalhando o rasto, a sombra, a passagem da luz (ou dos corpos?), o reflexo, a sobreposição, a pegada, a memória ou a planificação do futuro (como na impressionante peña que abriu a exposição “Anos 70” no CAM), a sua arte enfrenta o invisível. E questiona o lugar do espectador, colocado sempre “de fora” ou com a consciéncia do “off”.

Ana Vieira exposes since 1965. Her place in Portuguese Art is really unusual: she works track, shadow, passage of light (or the bodies?), reflex, overlap, footprint, memory or future planning (impressive as the piece that opened the exhibition '70 Years' in CAM), her art faces the invisible. She questions the place of the viewer, always putting "out", with "off" consciousness.

Realização (Direction) Jorge Silva Melo
Fotografía (Cinematography) José Luís Carvalhosa
Montagem (Editing) Vítor Alves, Miguel Aguiar
Som (Sound) Armanda Carvalho
Música (Music) Pedro Carneiro
Produção (Production) Artistas Unidos/RTP

NOVEMBRO 17, 15h  

BLICKE IN DIE VERSCHWÖRERBUDE (Looks into the Conspirators' Den)
Philipp Hartmann
Alemanha 2011, 119'

Como uma mistura entre Dali e Picasso – esta é a forma como Uwe Lindau, pintor de Karlsruhe, no sul da Alemanha, descreveu um dia a sua arte. Mas as suas criações e o seu estilo único dificilmente conseguem ser descritos por palavras ou comparações.
Philipp Hartmann acompanhou o seu amigo Uwe Lindau e o seu trabalho com a sua câmara de filmar desde 2001. Pela escolha de uma abordagem filme-ensaio e uma forma cubística de edição do material recolhido, nos últimos dez anos, o filme encontra uma forma apropriada de retratar Lindau e o seu trabalho. E oferece - como é dito numa das suas pinturas - pontos de vista muito pessoais sobre o antro de conspiradores de Uwe Lindau.

Like a mixture between Dalí and Picasso - this is how Uwe Lindau, painter from Karlsruhe, Southern Germany, described once his art. But his creations and his very unique style can hardly be described by words and comparisons.
Philipp Hartmann accompanied his friend Uwe Lindau and his work with his camera since the year 2001. By choosing an essay-film approach and a cubistic way of editing the (raw)material from the last ten years, the film finds an appropriate way of portraying Lindau and his art. And offers - as it says in one of his paintings - very personal looks into Uwe Lindaus Conspirators’ Den.

Realização (Direction) Philipp Hartmann
Fotografía (Cinematography) Philipp Hartmann, Helena Wittmann
Montagem (Editing) Philipp Hartmann
Som (Sound) Philipp Hartmann
Música (Music) Simone Kessler
Produção (Production) flumenfilm

NOVEMBRO 17, 17.30h  

MAGIAE NATURALIS
Tiago Cravidão
Portugal 2010, 11'

No obscuro cubículo que é o corredor, mal se distingue a porta do quarto e o espelho que existe em frente. Mas no quarto, ao amanhecer, o sol que entra pela janela escapa-se pelo buraco da fechadura...

In the dark room, we can barely seen the mirror reflecting the incoming light from the door lock. But in the room, the morning sun escaping precisely from that hole presents us the germ of all moving pictures…

Realização (Direction) Tiago Cravidão
Fotografía (Cinematography) Tiago Cravidão
Montagem (Editing) Tiago Cravidão
Produção (Production) Largo Filmes

IBERIANA
Filipe Araújo
Portugal 2011, 13'

Integralmente filmado na Geórgia, ’Iberiana’ nasce de uma adaptação livre do romance homónimo de João Lopes Marques e pode ser visto como uma ficção na fronteira do documentário e da performance. Porque já os antigos gregos acreditavam que a ocidental Península Ibérica teve a sua génese no Caucaso, um pintor basco embarca numa viagem em busca das suas raõzes pelo coração da outra Ibéria: a oriental.

Entirely filmed in Georgia, 'Iberiana' is a short film where fictional narrative borders documentary and performance while adopting a thesis that dates back to Ancient Greece. Because some still believe the Iberian Peninsula had its genesis in the Caucasus, a basque painter tries to find its roots traveling through the other Iberia: the oriental one.

Realização (Direction) Filipe Araújo
Fotografía (Cinematography) Filipe Araújo
Montagem (Editing) Filipe Araújo
Som (Sound) Filipe Araújo
Música (Music) Kevin Macleod
Produção (Production) Blablabla Media

MARK LEWIS - NOWHERE LAND
Reinhard Wulf
Alemanha 2011, 83'

Habitualmente projetados em loop, as curtas-metragens, habitualmente silenciosas, de Mark Lewis – a maioria filmados em Londres e Toronto – mostram áreas urbanas genéricas e arquitetura modernista. Em simultâneo exploram os conceitos cinematográficos básicos, tais como pan, zoom, tilt e mais recentemente técnicas de retroprojeção, sofisticadas e fundamentais. Mark Lewis, nascido em 1957 em Hamilton, Canadá, vive em Londres. Em 1980 estudou com Victor Burgin e trabalhou com Laura Mulvey, que o influenciou na sua abordagem tardia ao cinema e vídeo. Representou o Canadá na Bienal de Veneza em 2009.
O documentário acompanha o artista enquanto filma o seu mais recente filme “Mid Day Mid Summer, Corner of Yonge and Dundas”, num cruzamento no centro de Toronto. Enquanto regressa a lugares da cidade a às incríveis paisagens do Parque Algonquin, onde filmou os seus filmes anteriores, Mark Lewis fala eloquentemente acerca do seu interesse em arquitetura, o seu fascínio pelos não-lugares, os seus métodos de trabalho e as suas convicções como artista e realizador.

Usually projected as a loop, Mark Lewis’ short and usually silent films - most of them shot in London and Toronto - show generic urban areas and modernist architecture. At the same time they explore basic cinematic means like pan, zoom, tilt and most recently rear projection techniques in fundamental and sophisticated ways. Mark Lewis, born 1957 in Hamilton, Canada, lives in London (UK). In the 1980s he studied with Victor Burgin and worked with Laura Mulvey which influenced his later approach to cinema and video. He represented Canada at the 2009 Venice Biennale.
The documentary accompanies the artist when shooting his most recent film “Mid Day Mid Summer, Corner of Yonge and Dundas” at a four-way crossing in the center of Toronto. While returning to places in the city and the breathtaking landscape of Algonquin Park where he shot some of his previous films, Mark Lewis talks eloquently about his interest in architecture, his fascination for non-places, his working methods and his convictions as an artist and a filmmaker.

Realização (Direction) Reinhard Wulf
Fotografía (Cinematography) Juergen Behrens
Montagem (Editing) Olf Strecker
Som (Sound) Henning Schiller
Produção (Production) Westdeutscher Rundfunk, 3sat

NOVEMBRO 17, 20h  

LAPSUS SONORUS
Luís Margalhau
Portugal, 32'

João Ricardo de Barros Oliveira define-se como músico-escultor-sonoro e vive rodeado de materiais, que recolhe criteriosamente em lixeiras e contentores de lixo.
Faz do vulgar lixo a matéria prima para a sua arte, apartir de objectos considerados imprestíveis, constrúi esculturas sonoras com as quais actua em palco, em performances e em workshops.
Nascido em Viana do Castelo, cedo partiu à descoberta de outros universos, mas foi em Berlim que se radicou e construiu a sua oficina sonora.
Sem manual de instruções passa uns sons em cima de outros e viaja e “uma viagem bem tranquila...”

João Ricardo Barros de Oliveira describes himself as a "musician-sound-sculptor". He lives surrounded by material he single-handedly collects in dumps and trash bins and that he describes as "encyclopaedias".
This artist uses trash as raw material. He transforms objects considered useless and shapes them into sculptures that constantly reproduce new sounds. Sonorous pieces of art that come to life on stage in performances and workshops.
Born in Viana do Castelo, João Ricardo set off early on a search for other universes, but it was in Berlin that he settled and built his sound workshop. An irreverent artist who follows two mottos: not using an instruction manual and always "travelling calmly!"


Realização (Direction) Luís Margalhau
Fotografía (Cinematography) Filipe Barbosa
Montagem (Editing) Luís Margalhau
Som (Sound) Cláudio Francisco
Música (Music) João Ricardo Barros de Oliveira, Tito Knap
Produção (Production) 100imagens Produções Audiovisuais

LUZ TEIMOSA (Unwavering Light)
Luís Alves de Matos
Portugal 2010, 75'

Fernando Lemos’ world is fiercely stripped of any external logics, as Jorge de Sena once said. His artistic gesture blends with his own existence, where the poetic principle comes first. And with the light that insists to come through the half-closed door, the fear of life is vanquished in the battle fought with death. Thus, each word is born within another word and each image within another image. Of how many knives is love made of? The poet wonders.

Realização (Direction) Luís Alves de Matos
Fotografía (Cinematography) Rodrigo Ribeiro, Marta Pessoa
Montagem (Editing) Hugo Santiago
Som (Sound) Quintinho Bastos, Pedro Aguilar
Produção (Production) Real Ficção

NOVEMBRO 18, 15h  

MASALA MAMA
Michael Kam
Singapore 2010, 9'

Um rapaz chinês, que gosta de desenhar super-heróis, rouba um livro de banda desenhada de uma loja “MAMA” (uma loja de conveniência tradicional gerida por um “Tio” Indiano). O gentil proprietário confronta-o, mas apercebendo-se da sua pobreza, como filho de um “garung kuni” (um sucateiro). Tendo pena dele, o efeminado “mama” encoraja o rapaz, mas tem que se confrontar com o seu pai tirano que não tem paciência, tempo ou paixão por arte.

A young Chinese boy who loves to draw superheroes steals a comic book from a “mama” store (traditional convenience store run by an Indian ’uncle’, which is Tamil of ’mama’). The gentle “mama” confronts him, but finds out about his poverty as the son of a “garung kuni” (rag & bone) man. Pitying him, the effeminate “mama” encourages the boy but has to contend with his bullying father who has no patience, time or passion for art.

Realização (Direction) Michael Kam
Fotografía (Cinematography) Amandi Wong
Montagem (Editing) Moses Nyein
Som (Sound) Melvin Lee
Música (Music) S. T. Siva
Produção (Production) Akanga Film Asia

AO VIVO (desenhos de palco) (Live Music)
Gil Maddalena
Portugal 2009, 9'

Um «patchwork» de desenhos apoiados num «patchwork» de músicas e sons, de vários géneros e com várias pessoas, todo isto unido por um só olhar: o de Gil Maddalena…
Músicos em plena acção, registados, esboçados « Ao Vivo »!
« …para mim todos os meus desenhos são « Ao Vivo », por definição : eu reproduzo, tanto quanto possível, as sensações, as emocões, os sentimentos que recebo naquele preciso momento, quer seja uma paisagem, o levantar da Lua, ou a chegada duma onda na praia.
Com as pessoas é pior : só consigo trabalhar tendo em conta o instante ! Um músico está aqui para tocar, não para posar ; e, de qualquer maneira, é muito melhor conseguir que ele me ignore… Ao contrário, eu necessito observar-lo durante muito tempo, par sentir a sua música, para me aperceber dos seus sonhos e das suas fúrias, as suas mudanças de temperamento durante o concerto… Só tenho alguns segundos para fixar este instante mágico : quando o músico já não toca, mas quando é dentro da sua música, quando ele é a sua música !… » G.M.

Patchwork of drawings supported by a patchwork of musics, diversity of styles and people through a same look: the eye of Gil Maddalena... Musicians full working, always scetched live!
« …for me, all my designs are always "live", by definition: I reproduce, as far as I can, the emotions or the feelings I receive at a certain time. Would it be a "vision", a landscape for instance, or a precise moment, like a rising moon or the arriving of this particular wave, one day, on that beach.
With persons it's worse: I only can work on the very instant! A musician is here to play, not to pose; and, anyway, it's much better if he forgets me...On the other hand, I need to observe him a very long time, to feel his music better, his dreams or angers, the changes in his mood all along the concert... But I only have a few seconds for fixing, down on my paper, the magic instant when he doesn't play anymore, when he is inside his music, when he is his own music!... » G.M.


Realização (Direction) Gil Maddalena
Fotografía (Cinematography) Gil Maddalena
Montagem (Editing) Gil Maddalena
Música (Music) varios

DER TAKTSTOCK (The Baton)
Michael Wende
Alemanha 2010, 65'

“O mundo não necessita de maestros. A orquestra pode tocar perfeitamente sem eles.” Que raio andam eles a fazer? De onde apareceu esta “campanha publicitária” centenária?
Uma figura animada de uma batuta segue 12 jovens maestros de todo o mundo, reunidos durante 10 dias em Bamberg (Alemanha) para competir no concurso mais reputado mudialmente de direção de orquestra: o Gustav Mahler Conducting Competition.
O trabalho de maestro é único no mundo. Um espécie de arte, que tem centenas de anos e nunca mudou. A arte de criar música através de movimentos fascina pessoas um pouco por todo o mundo, mas ninguém consegue explicar como funciona. “A Batuta” é um subtil e bem humorado documentário acerca do grande mistério e magia de formar música unicamente com as mãos.

“The world needs no conductors. The orchestra could play excellently without them.”
What the hell are they doing? Where is this hundreds of years’ old hype coming from? An animated figure of a Baton-Designer is following 12 young conductors from all over the world, gathered 10 days in Bamberg (Germany) to win the world’s most honored conducting battle: The Gustav-Mahler-Conducting-Competition.
The conductors job is like no other worldwide. A sort of art, which is hundreds of years old and never changed. The art of creating music through movements fascinates people all over the world, but no one can really explain how it works. “The Baton” is a subtle and humorous documentary about the big mystery and magic of forming music just with your hands.

Realização (Direction) Michael Wende
Fotografía (Cinematography) Christoph Hohmann, Andreea Varga, André Albrecht
Montagem (Editing) Michael Wende
Som (Sound) Bastian Ehrl, Peter Kautzsch
Música (Music) Michael Wende, Bamberg Symphony Orchestra
Produção (Production) AVE Gesellschaft fuer Fernsehproduktion mbH

NOVEMBRO 18, 17.30h  

EL SUEñO DEL CHAMÁN (THE SHAMAN'S DREAM)
Inmaculada de la Calle
Espanha 2011, 16'

Duas visões do mundo. A do homem pré-histórico (espiritual) e do homem atual (científica). Eles têm uma relação diferente com a natureza, contudo têm muito em comum. Quando alteramos o nosso esquema mental e vemos o mundo dividido entre realidade e sonhos, a perceção do real é alterada. O que pertence a uma ou outra dimensão do mundo. Não é fácil estabelecer fronteiras.

Two views of the world. The prehistoric man’s view (a shaman) and the actual man’s (a scientific). They have a different relation with the nature, however they have a lot in common. When we change our mental scheme and see the world divided between the reality and the dreams, it change the perception of what is real. What belongs to one or the other dimension of the world. It is not easy to set the tidemarks.

Realização (Direction) Inmaculada de la Calle
Fotografía (Cinematography) Nicolás de la Rosa
Montagem (Editing) Inmaculada de la Calle, Nicolás de la Rosa
Som (Sound) Nicolás de la Rosa
Música (Music) François e Philippe Claerhout
Distribução (Distribution) Promofest

FORMAS DE AFETO. ENSAIO SOBRE MÁRIO PEDROSA. (Forms of Affection. Essay on Mário Pedrosa.)
Nina Galanternick
Brasil 2011, 15'

Uma abordagem efetiva sobre as relações entre Mário Pedrosa, um dos grandes críticos de arte do séc. XX, e alguns dos mais importantes artistas brasileiros, leva o espectador numa viagem pela arte brasileira a partir dos anos 50 do século passado.

An affective approach of the relationship between Mário Pedrosa, one of the greatest art critics of the twentieth century, and some of the most important Brazilian artists takes the viewer on a journey through Brazilian art from the 1950s.

Realização (Direction) Nina Galanternick
Fotografía (Cinematography) Thiago Lima Silva
Montagem (Editing) Nina Galanternick
Som (Sound) Vinicius Leal
Música (Music) Rodrigo Marçal
Produção (Production) GALA FILMES, NUSC-UFRJ

(Photo: Donata Wenders)

HARUMI, LA BEAUTÉ DU PRINTEMPS (Harumi, The Beauty of Spring)
Ghislaine Heger
Switzerland 2010, 14'

Harumi Klossowska, designer de joias e artista multifacetada, vem de um universo intemporal. Filha do pintor tardio Balthus, que um dia considerou a Renascença como a verdadeira forma de arte, e da Condessa de Setsuko, artista japonesa que preserva tradições, Harumi teve que formar a sua própria identidade, o seu próprio caminho, li-bertar-se desta herança. No Grande Chalê em Rossiniáre, na Suíça, descobrimos a atmosfera envolvente onde ela cresceu. É um retrato documental, contrastado e colorido, das escolhas desta jovem mulher.

Harumi Klossowska, jewelry designer and multiple-asset artist, comes from an ageless universe. Daughter of late painter Balthus, who would only consider Renaissance as the true form of Art, and of Countess Setsuko, Japanese artist who preserved traditions, Harumi had to form her own identity, make her own way, free herself from this inheritage. At the Grand Chalet in Rossiniáre, in Switzerland, we discover the surrounding atmosphere in which she grew up. This is a colorful and contrasted Portrait documentary of the young woman’s choices.

Realização (Direction) Ghislaine Heger
Fotografía (Cinematography) Patrick Tresch, Ghislaine Heger
Montagem (Editing) Prune Jaillet
Som (Sound) David Lipka
Música (Music) Kila & Oki
Produção (Production) Tempo Productions

FRANCESCO BRONZE
Quintinho Basto
Portugal 2011, 44'

Uma história de vida dedicada à arte.

A story of a life dedicated to art.

Realização (Direction) Quintinho Basto
Fotografía (Cinematography)
Montagem (Editing)
Som (Sound)
Música (Music)
Produção (Production)

NOVEMBRO 18, 20h  

A ARCA DO ÉDEN (Eden's Ark)
Marcelo Felix
Portugal 2011, 80'

A Arca do Éden é um ensaio poético sobre a memória e a preservação. Fá-lo meditando sobre o papel do cinema enquanto construção artisticamente singular (feita do movimento e da persistência das imagens) e compósita (organizadora de impressões e contributos de outras artes); sobre a sua esperança de reter o tempo e o sentido das coisas; e sobre a sua própria fragilidade enquanto objecto material, indício claro, ele próprio, do trabalho da degradação e da perspectiva do desaparecimento. Viagem entre um passado e um futuro, ambos míticos, do nosso desejo de continuar o que somos e o que sonhamos ser, este é um filme feito de interrogações e de assombro perante o que no mundo resiste a responder-nos.

Eden’s Ark is a film poem about memory and preservation. Through a permanent, if discrete, analogy between the conservation of botany and cinema, and by following the footsteps of an ever wandering traveller, the film links the past and future, both mythical, of our efforts to preserve.

Realização (Direction) Marcelo Felix
Fotografía (Cinematography) Miguel Amaral
Montagem (Editing) Marcelo Felix
Som (Sound) Ricardo Sequeira
Música (Music) varios
Produção (Production) C.R.I.M., Isabel Machado

NOVEMBRO 18, 22.30h CEREMONÍA DA ENTREGA DE PRÉMIOS

Place of Event:
Auditório da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
Largo da Academia Nacional de Belas-Artes
1249-058 Lisboa | Portugal

Entrada livre / Free Entrance • Filmes legendados em português (English and Portuguese subtitles)

Direcção e Programação: Rajele Jain
Jurí: Catarina Lino, Fernando Fadigas, João Graça, Mafalda Relvas, presidido por Kersti Uibo (Londres)
Traduções: Mafalda Melo
Legendas: Paulo Monte
Projecção: Eduardo Vij

Apoio: Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Digital Azul, Fundacão Moranguinho, Teatro Praga

Agradecimentos especiais: Alexandre Estrela, Anton, Barbara Viséu, Carlos Henrich, Isabel Nunes, João Tocha, Kazike, Kersti Uibo, Rogério Taveira, Rui Viana Pereira, Teresa Prata, Zambeze Almeida, Zé Maxima