dossier de imprensa | press release download here: --> português | --> english
INTERNATIONAL FESTIVAL FILMES SOBRE ARTE PORTUGAL (FILMS ON ART PORTUGAL) 2017

CONGRATULATIONS TO ALL FILM MAKERS, PRODUCERS, AUDIENCE AND THE WINNERS!
Dear film makers, producers and audience of the festival!

Again four nights of intense, inspiring and exciting films, discussions and dining have passed.
All sessions have attracted a lot of audience - and we are immensily proud and glad about this.

The jury has decided about the awards - however and this is absolutely true - all 18 films are worth to receive this honour! Thank you for your enthusiasm and great works, hopefully we'll meet again next year.

AND HERE ARE: THE WINNING FILMS OF THE FESTIVAL EDITION 2017:

CONGRATULATIONS TO

VÍCTOR JIMÉNEZ ATKIN
for his film RETRATO DE UN ANTI POETA (PORTRAIT OF AN ANTI-POET)

Chile 2009 72'

He received the "GOLDEN HARE" for special achievements in creating a film on art.

Víctor Jimenez Atkin

PEDRO CARDEIRA for his film MIO PANG FEI (Portugal | Macau 2014 90')

He received the "SILVER HARE" for special achievements in creating a film on art.

SUSAN SOLLINS & IAN FORSTER for their film ABRAHAM CRUZVILLEGAS: AUTOCONSTRUCCIÓN (EUA 2016 5')

They received the "IRON HARE" for the film in the festival
which reflects the importance of art for society and humanity in the most original way.

RICARDO OLIVEIRA for his film PONTAS SOLTAS (Portugal 2016 40')

He received a "SPECIAL MENTION" for special achievements in creating a film on art.

JEANNICE ADRIAANSENS for her film WHEN WATER TURNS INTO DROPS (Holanda 2015 30’)

She received a "SPECIAL MENTION" for special achievements in creating a film on art.

The festival thanks every single person
who has been attached in a way to the event.
We hope to receive your future works!
With very warm regards,
Rajele Jain & festival team

(More photos of the festival and press links during this week here on the website!)

INTERNATIONAL FESTIVAL FILMES SOBRE ARTE PORTUGAL (FILMS ON ART PORTUGAL) 2016/17

Esta edição do festival
This edition of the festival

é dedicada a
is dedicated to

WERNER NEKES
(29.4.1944 - 22.1.2017)

************************************

PROGRAMA/PROGRAM
Fevereiro/February 16 - 19, 2017

Quinta-feira
16 Fevereiro 18h00
SESSÃO DA ABERTURA / OPENING SESSION

TEMPESTADES - Ensaio de um Ensaio
(TEMPESTS - Essay on a Rehearsal)
de ULI DECKER
Portugal | Alemanha 2015 30’

"TEMPESTADES -Ensaio de um Ensaio" é um ensaio documentário sobre um texto que trespassa vidas e vidas que trespassam um texto.
Em 2015 o Teatro GRIOT, uma companhia de teatro sediada em Lisboa, cujos actores são maioritariamente afro-descendentes, começou a ensaiar "A Tempestade" de Shakespeare com o encenador Bruno Bravo numa pequena vila costeira. Partindo dos primeiros ensaios, o filme explora a ligação entre o texto de Shakespeare e a biografia dos actores. Entre a peça  e a paisagem, o filme traz à tona tópicos como memórias, casa, emigração, colonialismo. Um mosaico complexo de múltiplas vozes.

 
"TEMPESTADES - Ensaio de um Ensaio" is a documentary essay about a text that penetrates lives and lives that penetrate a text.
In September 2015 teatro GRIOT - a theatre company based in Lisbon, whose actors are mostly Afro-descendants - started to rehearse Shakespeare's "The Tempest" with acclaimed director Bruno Bravo in a little coastal village. Starting with the first rehearsals the film explores Shakespeare's text and the actors' biographies, between the play and the landscape and brings up topics such as memories, home, emigration and colonialism. A complex mosaic of multiple voices.


Realização ULI DECKER | Fotografia ULI DECKER | Montagem ULI DECKER/FERNANDO BENTO | Som CARLOS NEVES | Música SÉRGIO DELGADO | Produção ULI DECKER/ZIA SOARES

   

KRAG KANTORA (KANTOR'S CIRCLE)
de ADRIANNA KSIAZEK & IWO KSIAZEK
Polónia 2015, 58’

"O Ciclo do Kantor" conta a história de grandes amizades, juventude, paixão em comum pela arte, e a vida sob a ocupação Nazi. Durante a Segunda Guerra Mundial, Tadeusz Kantor, um dos mais proeminentes diretores de teatro Polonês do Séc. XX, juntou artistas talentosos em Carcóvia. A maioria deles eram alunos da Escola Alemã de Artes e Ofícios (The Kunstgewerbeschule), nome esse que mascarava a conspirada Academia de Belas Artes. Junto com eles, Tadeusz Kantor criou o Teatro Independente Underground. Em apartamentos privados realizaram duas peças teatrais e uma exposição clandestina vanguardista. “Arte que tomou vida nesse momento nascendo como resposta ao perigo e contra o perigo”. Viriam a ser mais tarde figuras maiores da arte e cultura Polacas do século XX. O filme inclui muito material de arquivos: arquivos de filmes, fotografias, bem como reproduções de pinturas e desenhos desconhecidos do período da ocupação.

"Kantor's Circle" tells the story of great friendships, youth, passion in common for art, and life under the Nazi occupation. During the Second World War, Tadeusz Kantor, one of Poland's most prominent theatre directors of the 20th century gathered talented artists in Krakow. Most of them were pupils of the German School of Arts and Crafts (The Kunstgewerbeschule), under which name the conspired Academy of Fine Arts was masked. Along with them, Tadeusz Kantor created the Underground Independent Theatre. In private apartments they realized two theatrical pieces and an avant-garde clandestine exhibition. „Art that came to life at that time was born as a response to danger and against danger.” They will later become major figures of Polish art and culture of the 20th century. The film includes many archival materials: film archives, photographs as well as reproductions of unknown paintings and drawings from the period of occupation.


Realização ADRIANNA KSIAZEK/IWO KSIAZEK | Fotografia IWO KSIAZEK | Montagem ADRIANNA KSIAZEK | Som IWO KSIAZEK | Música MICHAL DYMNY | Produção STUDIO-11 IWO KSIAZEK | Co-produção: TELEWIZJA POLSKA S.A.

Quinta-feira
16 FEV 20h45
 

 

 

 

 

LUCAS BLALOCK'S DIGITAL TOOLKIT
de WESLEY MILLER / RAFAEL SALAZAR / AVA WILAND
EUA 2015 6’

No seu "Greenpoint" estúdio no Brooklyn, o aclamado fotógrafo Lucas Blalock cria imagens estranhas utilizando simples ferramentas do Photoshop, refinando a realidade documental com ficções digitais. Blalock demonstra como ele astutamente manipula fotografias analógicas – todas tiradas com câmaras de grande formato - apagando digitalmente, mascarando, clonando e desenhando sobre imagens scaneadas. Tratando cada imagem como se de um jogo se tratasse, Blalock mantém a qualidade desajeitada das suas alterações; as fotos resultantes tem um visual apalhaçado cheio de uma fantasia patética. Colaborando com os cineastas, o processo do studio de Blalock é encenado através de uma série de reencenações, toques de maõ e animações que tomaram conta do próprio estúdio.

In his Greenpoint, Brooklyn studio, acclaimed photographer Lucas Blalock creates uncanny pictures using simple tools in Photoshop, tweaking documentary reality with digital fictions. Blalock demonstrates  how he slyly manipulates analog photographs - all taken with a large-format camera - by digitally erasing, masking, cloning, and drawing on scans of images. Approaching each picture as a game, Blalock preserves the clumsy quality of his alterations; the resulting photographs make for a visual slapstick full of pathos and whimsy. Collaborating with the filmmakers, Blalock’s studio process is staged through a series of reenactments, sleights of hand, and animations that overtake the studio itself.

With kind support: art21 (www.art21.org)


Realização WESLEY MILLER / RAFAEL SALAZAR / AVA WILAND | Fotografia RAFAEL SALAZAR / AVA WILAND | Montagem RAFAEL SALAZAR / AVA WILAND | Som RAFAEL SALAZAR / AVA WILAND | Música BENSOUND, EVGENY GRINKO, BEN MCELROY | Produção WESLEY MILLER, NICK RAVICH, ART21

   

CABECA D ASNO

CABEÇA D'ASNO (DONKEY'S HEAD)
de PEDRO BASTOS
Portugal 2016 12’

Cabeça D'Asno é um filme experimental que parte de duas questões: Como surge a primeira imagem na nossa cabeça e, quando uma imagem perde o seu significado original e se transforma numa outra coisa.

Donkey's Head is an experimental film that is based on two questions: How does the first image enter our head, and when does an image loose its original meaning and becomes something else.


Realização PEDRO BASTOS | Fotografia PEDRO BASTOS | Montagem PEDRO BASTOS, RICARDO FREITAS | Som PEDRO MARINHO, PEDRO RIBEIRO | Produção RODRIGO AREIAS, BANDO À PARTE

   

MIO PANG FEI
de PEDRO CARDEIRA
Portugal | Macau 2014 90'

Mio Pang Fei é um dos mais conceituados artista plásticos de Macau e uma referência da Arte Contemporânea Chinesa. Nascido em Shanghai nos anos 30 do séc. XX, Mio Pang Fei atravessa a história da arte moderna num país em convulsão política e social. Afastando-se do Realismo Socialista, cedo interessou-se pela arte moderna ocidental, considerada antirrevolucionária. Em plena revolução cultural, dedicou-se ao estudo da caligrafia e arte tradicional chinesas, as únicas toleradas pelo regime. No seu refúgio em Macau, o artista desenvolve um estilo novo baseado no cruzamento das técnicas artísticas ocidentais com o espírito cultural chinês, a que chamou Neo-Orientalismo.

Born in Shanghai in 1930's Mio Pang Fei was a witness to major social, political and cultural developments in 20th century China. Early in is career he became interested in western contemporary art, moving away from social realism. Forced to abandon western trends, throughout the Cultural Revolution, Mio Pang Fei devoted himself to 'officially accepted' art — Chinese calligraphy and traditional Chinese art.  In Macau, he finally came to establish his own voice — a meeting of the Chinese tradition and western contemporary techniques he named Neo-Orientalism. Mio Pang Fei has gained widespread recognition and is now one of the most renowned Macau artist and a reference in the Chinese Contemporary Arts. 

Realização PEDRO CARDEIRA | Fotografia SUSANA GOMES | Montagem RICARDO MESQUITA, VANESSA PIMENTEL | Som VITOR RIBEIRO, JOÃO VIEGAS | Música ANTONIO VALE DA CONCEIÇÃO| Produção EDGAR MEDINA / INNER HARBOUR FILMS

Sexta-feira
17 FEV 18h00
 

PONTAS SOLTAS (LOOSE ENDS)
de RICARDO OLIVEIRA
Portugal 2016 40'

Em “Pontas Soltas” alguns conceitos básicos da Mecânica Quântica - um interesse casual que fomenta conversas ocasionais entre os elementos da banda portuguesa Capitão Fausto - são o ponto de partida para falar do processo criativo de músicos e de outros artistas.

In “Loose Ends” some basic concepts of Quantum Physics – a casual interest that fuels occasional conversations among the band members of Capitão Fausto, a portuguese rock band – are used as a starting point for the creative process of musicians and artists alike.

Realização RICARDO OLIVEIRA | Fotografia RICARDO OLIVEIRA, ANDRÉ COSTA | Montagem RICARDO OLIVEIRA | Som RICARDO OLIVEIRA | Música CAPITÃO FAUSTO | Produção RICARDO OLIVEIRA

   

ABRAHAM CRUZVILLEGAS: AUTOCONSTRUCCIÓN
de SUSAN SOLLINS & IAN FORSTER
EUA 2016 5'

ABRAHAM CRUZVILLEGAS questiona a sua relação pessoal e artística com o conceito da auto-construção a partir da sua casa durante a infância na Cidade do México. “Autoconstrução é sobre sua própria construção ou contruindo sua própria casa”, explica o artista e acrescenta “eu gosto da expressão porque me leva a pensar sobre a construção da identidade”.

ABRAHAM CRUZVILLEGAS discusses his personal and artistic relationship to the concept of autoconstrucción from his childhood home in Mexico City. “Autoconstrucción is about self-constructing or constructing your own house”, the artist explains, adding, “I like the term because it leads me to think about the construction of identity.”

With kind support: art21 (www.art21.org)

Realização SUSAN SOLLINS & IAN FORSTER | Fotografia MARK FALSTAD, KEVIN GALLIGAN, DAVID HOWE, JOEL SHAPIRO | Montagem HEIDI HESSE, MAURICIO RODRIGUEZ | Som IAN FORSTER | Produção IAN FORSTER, ART21
Artwork Courtesy: Abraham Cruzvillegas. Special Thanks: Walker Art Center.

   

MADMAN'S CONSPIRANCY
de ALGIS ARLAUSKAS
Rússia | Espanha 2016 50'


A história de um homem considerado por todos como sendo louco, mas que as coisas que faz são incríveis e persistirão na memória durante anos.

The story of a man whom everybody considers insane, but things he does are amazing and leave a lingering memory for years.


Realização ALGIS ARLAUSKAS | Fotografia IGOR KRUPNOV | Montagem ALGIS ARLAUSKAS, IGNACIO CAMARÓN | Som AURELIO MARTINEZ | Produção ALGIS ARLAUSKAS (ARNEDO FILMS), NIKITA TIKHONOV-RAU (ARTVIDEO STUDIO)

   
Sexta-feira
17 FEV 20h45
 

IT CAME FROM ME (OT MENVA ETO BYLO)
de IVAN MILOV
Rússia 2016 15'

O realizador cinematográfico filma o seu dia-a-dia numa prisão russa e o seu melhor amigo – um pintor. Juntos, através do processo criativo e de uma forte crença em Deus, tentam, de alguma maneira, atingir uma liberdade interior.

The film director films his daily life in a russian jail and his best friend - a painter. Together, by the process of creation and a strong believe in God, they try, somehow, to attempt an inner freedom.

Realização IVAN MILOV | Fotografia IVAN MILOV | Montagem IVAN MILOV | Som IVAN MILOV | Produção IVAN MILOV | Distribuição JEAN EHRET

   

ACT & PUNISHMENT (VYSTUPLENIE I NAKAZANIE)
de EVGENY MITTA
Rússia 2015 90'

Artistas jovens feministas, Nadezhda Tolokonnikova e Ekaterina Samutsevich criam um novo projeto, Pussy Riot. Uma combinação de ação, ativismo midiático e punk rock. Maria Alyokhina começa a participar das ações. Pussy Riot fazem shows em locais públicos como estações de metro e comboios, cafés, em cima de um elétrico. Elas cantam as músicas que escreveram, criticando o chauvinismo machista e autoridades. Mas não há muita reação por parte das autoridades. Vladimir Putin, enquanto candidato presidencial, é apoiado abertamente pelo CYRIL Patriarcal. Pussy Riot decide reagir conduzindo um serviço religioso punk na Catedral do Cristo, o Salvador em Moscou. Mãe de Deus, manda Putin embora. A ação, interrompida pela segurança, torna-se na sua maior falha, mas também o seu ato mais famoso. Katya, Masha e Nadya são presas. São levadas perante um tribunal e ameaçadas de prisão. Graças à aplicação da lei, o tribunal se torna num evento à escala mundial. O filme mostra que o fenómeno do ação, se situa na interseção da arte, da história e da política. A ação das Pussy Riot pode ser interpretada como a continuação da antiga tradição russa, “tolos sagrados”, aqueles que não tinham medo em falar verdades desagradáveis até a Tsars. A arte revolucionária da vanguarda Russa inspirou-se em ícones russos e os trajes brilhantes das Pussy Riot são inspirados nas imagens suprematistas de Kasimir Malevich.

Young feminist artists Nadezhda Tolokonnikova and Ekaterina Samutsevich create the new project, Pussy Riot. It combines actionism, media activism and punk rock. Maria Alyokhina starts taking part in the actions. Pussy Riot make shows in public places such as subway stations and trains, cafés, a roof of a trolleybus. They sing the songs they have written themselves, criticizing male chauvinism and authorities. But there is not much reaction from the authorities.
Vladimir Putin is openly supported by the Patriarch Cyril as presidential candidate. Pussy Riot decides to react, conducting a punk church service in the Moscow Cathedral of Christ the Saviour: Mother of God, Chase Putin Away! The action, stopped by security, becomes their greatest failure but it also becomes their most famous action. Katya, Masha and Nadya are arrested. They are brought before the court and threatened by prison. Thanks to law enforcement, the tribunal becomes a world-scale event. The film shows that the phenomenon of actionism is situated at the intersection of the art, the history and the politics. The action of Pussy Riot could be interpreted as the continuation of the old Russian tradition of ‘holy fools’, those who were not afraid of speaking disagreeable truths even to Tsars. Revolutionary art of Russian avant-garde took its inspiration in Russian icons, and bright attire of Pussy Riot is inspired by suprematist images of Kasimir Malevich.

Realização EVGENY MITTA | Fotografia VLADIMIR KANAREYKIN, ALEXANDER KUZNETSOV, IGOR MALAKHOV | Montagem IGOR MALAKHOV, SERGEY IVANOV | Som DEMYAN KURCHENKO | Produção ALYONA (BELKA) GORLANOVA | Distribuição ANTIPODE SALES & DISTRIBUTION

Sábado
18 FEV 18h00
 

WHEN WATER TURNS INTO DROPS
de JEANNICE ADRIAANSENS
Holanda 2015 30’

Em 1995 Johnny Beerens pintou a torre de água de Oostburgse com a ideia de criar “eternidade” através do mural, mas o revestimento não resistiu ao teste do tempo. Vinte anos mais tarde, no verão de 2014, o artista ascende novamente ao andaime para renovar sua criação. De maneira a estar profundamente envolvido e para se preparar para este trabalho antigo, ele sente necessidade de largar seu atelier e todo o seu conteúdo, para completamente clarear sua cabeça. Só então, o mural pode nova e completamente se apoderar dele e vice-versa. Resultando numa nova “Fonte de Vida” na torre d’água de Oostburgse.

In 1995 Johnny Beerens painted The Oostburgse water tower in the idea of creating "eternity" with a mural, but the coating could not withstand the test of time. Twenty years later, in the summer of 2014, the fine artist again ascends the scaffold to renovate his brainchild. In order to be fully engaged in and to prepare for this former work, he feels the need to let go of his workshop and all it contains to utterly clear his head. Only then the mural can again completely take possession of him and vice versa. Resulting in a new "Source of Life" on the Oostburgse water tower. 

Realização JEANNICE ADRIAANSENS | Fotografia HENRI BERLIZE | Montagem JURGEN WILLOCX | Som JEANNICE ADRIAANSENS | Produção JEANNICE ADRIAANSENS | Distribuição PROMOFEST (www.promofest.org)

   

HOW TO SHAPE A TOWN?
de CANER KAYA
Turkia 2016 78'

O que acontece quando a Arte é tirada de museus e galerias? Değirmendere é o perfeito local para fazer esta pergunta. Como dar forma a uma cidade? Os vinte e dois anos do simpósio de escultura em madeira de Değirmendere – Turquia, documenta esta história e o efeito que teve nessa pequena cidade. Assistimos como 6 escultores dão vida a grandes pedaços de madeira e testemunhamos o poder transformativo que a arte tem sobre as sociedades.

What happens when art is taken out of museums and galleries? Değirmendere is the perfect spot to ask this question. How to Shape a Town? documents the story of the wood sculpture symposium that has been held in Değirmendere, Turkey for twenty-two years and the effect it had on the little town. We watch as six sculptors bring large pieces of timber to life and witness the transformative power art has on societies. 

Realização CANER KAYA | Montagem CANER KAYA | Som CANER KAYA | Produção CANER KAYA
| Distribuição BAȘKA FILM

Sábado
18 FEV 20h45
 

 

 

 

 

THIS VOICE IS NOT MY VOICE
de RUI MOURÃO
Portugal 2016, 8’

O trabalho de vídeo que proponho neste projeto foca o meu questionamento pessoal sobre o sentido da construção cultural a que chamamos arte e o sentido de ser um agente participante na perpetuação dessa categoria, uma vez que o atual sistema se rege pelo elitismo cultural, pelo discurso retórico, pelo mercantilismo capitalista e pela institucionalização hierárquica. O vídeo situa o ponto em que me encontro: numa reconstrução identitária como artista, em busca de formas sensíveis de interpretação do mundo, explorando um potencial transformador na arte que reaproxime a estética da ética, o Eu do Outro, a arte da sociedade. Nesse sentido, exploro uma estética digital que usa a videoarte como meio, a antropologia visual como processo e a dimensão performativa de certas práticas artísticas como objeto de análise. A composição de todo este vídeo faz-se em jogos duplos de imagens lado a lado, como binómios visuais. Desse modo pretende-se obter combinações de sentidos além da simples soma das imagens isoladas (em que não seja apenas: imagem A + imagem B = sentido AB; mas sim: imagem A + imagem B = sentido ABC).

The focus of this project is on my personal questioning of the sense of the cultural construct we call Art, and the sense it makes being an agent in the perpetuation of such category, at a time when the art system is ruled by cultural elitism, rhetoric discourse, capitalist mercantilism and hierarchical institutionalisation. This video states where I stand now: in the middle of a process of reconstructing an identity as an artist and looking for ways of interpreting the world through the senses and exploring the transformative power of art in order to bring together again aesthetics and ethics, the Self and the Other, art and society. In this sense, I explore an aesthetic that uses videoart as a means and visual anthropology as a process and the performative dimension of some artistic practices as object of analysis. The video is composed with the double-play of side-by-side images, in visual pairings. In this way I seek to obtain combinations of meanings that go beyond the addition of the meaning of single images (instead of Image A + Image B = Meaning AB; to have Image A + Image B = Meaning ABC). 


Realização RUI MOURÃO | Fotografia RUI MOURÃO | Montagem RUI MOURÃO | Som RUI MOURÃO | Produção RUI MOURÃO | Música NICOLAS JARR, Amerindian Tribal Music

   

 

 

 

HOME IS NOT A PLACE
de PAVEL SCHNABEL
Alemanha 2015 88'

Um filme sobre estar em casa que não tem nada a ver com uma locação: estando em casa com outros, estando em casa no mundo, estando em casa no teatro. Em “CASA NãO é UM LUGAR”, Pavel Schnabel acompanha os artistas do teatro de rua de Frankfurt “Antagon” durante uma tensa e emocionante temporada. Atores e dançarinos de todo o mundo se juntaram e com o tempo encontram casa ou não. Alguns perdem coração, outros os nervos. Seus sentimentos vagueiam entre amor e ódio. Sempre juntos, nunca sozinhos e sempre sujeitos a críticas. Alguns se encaixam e crescem; mas uma pessoa pode também completamente perder-se no caminho entre as pessoas.
Pessoas cheias de ideias e fantasias se encontram aqui. Pessoas inspiradas e guiadas pela diversão do teatro. No começo Mada, Anna, Nazli e os outros improvisam, riem e ensaiam. Com o tempo subordinam sua criatividade às peças que ensaiam. No final, tudo tem de funcionar em frações de segundo. Todo momento e todo o aperto de mão tem de ser exato. Porque são o Teatro Antagon, fazem estonteantes e divertidas performances.
Palafitas enormes, apetrechos monstruosos de suspensão, figurinos feitos de sonhos, fogo, e dirigindo ritmos: tudo conjuminando com incrível perfeição num show de tirar a respiração. Antagon provoca tonturas.
Pavel Schnabel segue as esperanças, visões e as metas dos artistas. Seus conflitos com os outros e com eles mesmos. E a paixão deles pelo teatro. Ele segue o grupo no acampameto em East Frankfurt, lugar onde todos os dias passam inúmeros comboios. Um lugar aparentemente esquecido, onde a vida floresce na primavera.
Vivendo, dançando e atuando num caos bem organizado. A única pertença dos artistas é o seu próprio vagão. À parte disto, é sempre sobre a procura do seu lugar, no grupo, no palco, na vida.
Como que essa cohabitação cercana e colaboração afeta Mada, Anna, Nazli e os outros? Como que conseguem manter suas personalidades e no entanto serem diferentes? Como conseguem estar em casa numa correria e agitação permanente?

A film about being at home, that has nothing to do with a location: being at home with others, being at home in the world, being at home in theatre. In “HOME IS NOT A PLACE” Pavel Schnabel accompanies the artists of the Frankfurt street theatre “Antagon” during a thrilling and tension-filled season. 
Actors and dancers from all over the world come together and over time either find a home or don't. Some lose heart, others their nerves. Their feelings sway between love and hate. Always together, never alone and always subjected to criticism. Some fit in and grow; but one can also completely lose one's way amongst people... People full of ideas and fantasy meet here. People who are inspired and driven by the joy of theatre. In the beginning Mada, Anna, Nazli and the others improvise, laugh and rehearse. Over time they subordinate their creativity to the pieces they rehearse.
In the end everything must function to within a split second. Every movement and every hand grip has to be exact. Because they are dizzying, breakneck scenes that Antagon Theatre performs. Huge stilts, monstrous suspension devices, costumes made from dreams, fire and driving rhythms: all coalescing with incredible perfection into a show that takes one's breath away. Antagon generates dizziness. 
Pavel Schnabel traces the hopes, visions and goals of the artists. Their conflicts with the others and themselves. And their passion for theatre! He follows the group in their wagon camp in East Frankfurt, a place where every day countless trains race by. A place seemingly forgotten, that blossoms with life in Spring. Living, dancing and performing in well-organised chaos. One's own wagon is the only haven the artist has. Aside from that it is always about finding one's place. In the group, on the stage, in life. 
How does the close cohabitation and collaboration affect Mada, Anna, Nazli and the others? How do they manage to stay the person they are, and yet be different? How do they manage to be at home in the permanent hustle and bustle? 


Realização PAVEL SCHNABEL | Fotografia PAVEL SCHNABEL | Montagem JANINE DAUTERICH | Som MAX WANKO | Música JAKOB RULLHUSEN | Produção PAVEL SCHNABEL

Domingo
19 FEV 17h00
 

 

 

ZEILE FÜR ZEILE (LINE BY LINE)
de VIOLA RUSCHE & HAUKE HARDER
Alemanha 2014 33’

Uma peça de Violoncelo.

A punt ride

Pensamentos sobre música e composição

As oito linhas da sua peça de violoncelo Sequenz 2 alterna com os pensamentos de Ernstalbrecht Stiebler sobre lentidão, espaço, redução, repetição, ressonância, vida e emoção

Uma continuidade cinemática

Ernstalbrecht Stiebler (*1934) foi um dos primeiros compositores na Europa a usar técnicas minimalistas e repetitivas. Depois de sua posição como diretor de música contemporânea no Hessischer Rundfunk, Frankfurt, criou uma grande obra que está sendo crescentemente descoberta por um público mais jovem.

A cello piece


A punt ride


Thoughts about music and composition 

The eight lines of his cello piece Sequenz 2 alternate with Ernstalbrecht Stiebler’s thoughts about slowness, space, reduction, repetition, resonance, liveliness and emotion 

A cinematic continuum 

Ernstalbrecht Stiebler (*1934) was one of the first composers in Europe who used minimalistic and repetitive techniques. Next to his position as director of contemporary music for the Hessischer Rundfunk, Frankfurt, he created a large oeuvre that is being discovered increasingly by a younger audience. 


Realização VIOLA RUSCHE & HAUKE HARDER | Fotografia ROMAN PERNACK | Montagem VIOLA RUSCHE | Som HAUKE HARDER | Música ERNSTALBRECHT STIEGLER | Produção VIOLA RUSCHE

   

 

RETRATO DE UN ANTI POETA (PORTRAIT OF AN ANTI-POET)
de VÍCTOR JIMÉNEZ ATKIN
Chile 2009 72'

O documentário “Retrato de um Anti-Poeta” explora, apesar de sua relutância em ser filmado, os pensamentos controversos e essenciais do Anti-Poeta chileno Nicanor Parra (irmão mais velho de Violeta Parra) nos últimos 15 anos e suas fortes ligações com a geração Beat americana e os poetas ingleses de Liverpool.
Reconhecido internacionalmente como uma das figuras mais importantes da esfera cultural Latino-Americana, três vezes nomeado ao prémio de Literatura do NOBEL e ganhador de muitos importantes prémios literários pelo mundo, o mais importante foi o Premio de Literatura de Cervantes em 2011. Nicanor Parra, apesar dos 100 anos de idade, é um “herói cult” no Chile, com uma impressionante audiência jovem que sempre lota suas animadas conferências.

The documentary “Portrait of an Anti-Poet” explores, despite his reluctant to be filmed, the controversial and essential thoughts of the Chilean Anti-poet Nicanor Parra (Violeta Parra´s big brother) in the past 15 years and his strong connections with the American Beat generation and the Liverpool poets from U.K. 
Internationally recognized as one of the most important figures of the Latin-American cultural world, three times nominated to the Nobel Prize of literature and winner of many important literary prizes worldwide, the most important was de Cervantes Literature Prize 2011, Nicanor Parra, although 100 years old, is a “cult hero” in Chile, with an impressively young audience which always crowd his very spirited lectures.

Realização VÍCTOR JIMÉNEZ ATKIN | Fotografia ROBIN WESTCOTT, VÍCTOR JIMÉNEZ ATKIN | Montagem VÍCTOR JIMÉNEZ ATKIN | Som ALVARO BORAGK | Produção QUENA NAVARRO | Música JUAN DE DIOS PARRA, CRISTOBAL

Domingo
19 FEV 19h30
 

 

AFTER CASPAR DAVID FRIEDRICH II
de KONSTANTINOS-ANTONIOS GOUTOS
Alemanha | Grécia 2016 2'

Um jovem chinês observa em silêncio (como em telas do pintor romântico Caspar David Friedrich (1774-1840))

A demolição de um "Plattenbau" (= edifício socialista) no distrito Gruenau de Leipzig, Alemanha do Leste

Uma alegoria da pintura

O problema “cultura / natureza”

Um comentário discreto sobre totalitarismo e sobre a nova (corajosa) ordem mundial que está se elevando do leste

Um documentário co-incidental, um momento (in)comum.

A young chinese observes in silence (like in works of the romantic painter Caspar David Friedrich (1774-1840))
the demolition of a "Plattenbau" (= socialist building) in the district Gruenau of Leipzig, East Germany...

an allegory of painting, 

the problem "culture / nature",

a discret comment on totalitarism and on the new (brave) world order who is arising from the east...

a ko.incidental documentary take, an (un)usual moment

Realização KONSTANTINOS-ANTONIOS GOUTOS| Fotografia KONSTANTINOS-ANTONIOS GOUTOS | Produção KONSTANTINOS-ANTONIOS GOUTOS

   

GOLCHEREH
de VAHID MOUSAIAN
Irão 2011 108'

Um proprietário de um cinema em Kabul, Ashraf Khan quer reconstruir seu cinema após a queda do regime comunista do Najibullah e da dominação do Mujahidin. Mas novamente, tudo desmorona e as ruínas de Kabul são derrubadas pelas chamas das guerras civis. A guerra invade todo o lado, até o Arquivo Cinematográfico Nacional do Afeganistão, que preserva as imagens da nação.

A cinema owner in Kabul, Ashraf Khan wants to rebuild his cinema after the fall of the communist regime of Najibullah and domination of Mujahidin. But once again, everything falls apart and the Kabul ruins are burnt down in the flames of the civil wars. The war invades everywhere, even Afghanistan’s National Film Archive, which preserves the images of the nation.

Realização VAHID MOUSAIAN | Fotografia HOUMAN BEHMANESH | Montagem NAZANIN MAFATIHAM | Som AMIR HOSSEIN SADEGHI, MAZIAR SHEIKH MAHBOUDI | Música FEREYDOUN SHAHBAZIAN | Produção VAHID MOUSAIAN | Distribuição FARABI CINEMA FOUNDATION, ORIENTAL ART NARRATORS INSTITUTE

   
Domingo
19 FEV 22h30
CERIMÓNIA DA ENTREGA DOS PRÉMIOS - FESTA
   
 

Lugar do festival (Festival's Venue):

Galeria Zé Dos Bois (ZDB)
Rua da Barroca 59
1100 LISBOA/LISBON - Portugal

Filmes legendados em Inglês (English subtitles)

Bilhetes: 2 € / sessão (2 € per session) | Festival pass: 10 €

Direcção e Programação: RAJELE JAIN

Produção: VIPULAMATI:AMPLE INTELLIGENCE Associação Cultural

Co-Produção: Galeria Zé Dos Bois (ZDB)

Juri: JOSÉ NASCIMENTO, SONIA BAPTISTA, SUSANA MENDES SILVA

Traduções: ZAMBEZE ALMEIDA

Técnica de Projecção: DIGITAL AZUL AUDIOVISUAIS Lta. (www.digitalazul.pt)

COM O APOIO DE: CLUB OF THE KNOBS - ANALOG MODULAR SYNTHESIZER (cluboftheknobs.com), DIGITAL AZUL AUDIOVISUAIS Lta. (digitalazul.pt), FUNDAÇÃO MORANGUINHO, Elenor Jain, Gora Jain, Gordo Jain

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS: Kazike, Natxo Checa, João Tocha & Sonja, Zambeze Almeida, João Figueira Nogueira, Ana Goulão, Ondina Ramos, equipa ZDB, Eduardo da Cunha, Liz Vahia, Uschi Richert-Nekes, Diogo Melo, Alice Ming, Zé Grande, António Câmara Manuel, Carlos Henrich, Teresa Prata, art21, Uwe Rachow, e todos os realizadores e produtores dos filmes apresentados e submetidos

 

Remembering experimental film maker, pioneer and master of

“FILM AS LIGHTERATURE”: WERNER NEKES

Much can be said - and has been said - about the inventive and pioneering work of this artist who dedicated his life to prove how easily we are deceived by our senses and how depending our reception is on factors we don’t even consider. By collecting and introducing us to inumerous examples of “MEDIA MAGICA”, he made clear how our individual habits and experiences, our intentions and likes, the weather, the food in our body, our knowledge and the last book we just read, change the results of what we see and what we receive when watching a film. Werner Nekes showed that there is no evidence here, nothing to be sure of - just “EYES, LIES & ILLUSIONS” which can be enjoyed and taken as inspirations for own ideas or creations.

On one side, the work of his is criticizing the belief in images, film images and our sense of seeing (as well as all other senses) as something “real”. Reality, as we are still used to understand it, is that which cannot be changed by us. Otherwise it can not be named reality but projection, idea, construction or other changing phenomena, such as film images. Today it seems as if most of the people who watch images, “know” that characteristics of those pictures - that they are “lies & illusions” in regard to reality. Yet when we talk about what we have seen, maybe fight against images, or take actions after watching pictures, the consequences are real! So the cause of our actions is a “belief”, the same phenomena as in religions. Obviously an artist as Werner Nekes doesn’t value whether this belief is “good” or “bad”, for him it is only important to understand that believing is not necessarily situated in a defined religion but a general, and existential element of human being.

After having analyzed, demonstrated and criticized the incertainty of our perception in general, Werner Nekes’ work was to extend it, too. If our senses are such variable sensors, incapable of producing predictable, reliable results, then they can also be developed to new capacities, delivering new experiences which would carry us to further insights or potentials. His films and his legendary collection of more than 35.000 “pre-cinematic” objects from more than 600 years are tools of his laboratory in which he tried to confront human senses with unseen images. The results for the viewer have been unpredictable and still are, unique for each.

On the other side, since the images produced in our brain are not analogous to what is initiating them, a wide field for play, experiment and humor opens up. Here Werner Nekes came to his best when he allowed himself to simply play with every factor involved in cinema: not only the light, projection, film, content, sound, music, words, also the audience, their expectations, their education and many more. The spectator her-/himself was in question...what a challenge!

Who dares?

Werner Nekes had all sympathy for those who dared to experience unknown things and to question their own vision and beliefs. Some examples you can find in the protagonists of the films in our festival. By watching their lives and works, you may discover inspiring new ways of how to approach the world.

Such as Werner Nekes has deeply inspired so many of us as the great example for never-ending curiosity, humor and inventing work
that he himself was.

Notes:
“EYES, LIES & ILLUSIONS” is the title of an exhibition catalogue presenting various pieces of his prestigious collection (Hayward Gallery Publishing 2004).
“MEDIA MAGICA” is a series of films in which Werner Nekes explained inumerous treasures of pre-cinematic objects of his collection, animated in film.